Médico esclarece que vacina não impede infecção, mas evita casos graves

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Imunização por meio de vacinas e utilização de máscaras. Esses são dois pontos dos mais debatidos da saúde pública nos últimos tempos e que, apesar de serem discutidos a exaustão, ainda geram dúvidas. Para tanto, especialistas advertem que contra a covid, é preciso vacinação, uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social.

O diretor do Hospital São Judas Tadeu, Matheus Gasparoto, afirma que apesar de as vacinas serem utilizadas há 200 anos como processo de imunização, nos últimos tempos, sua eficácia tem sido colocada em dúvida, principalmente as que estão sendo ofertadas para combater o Coronavírus. Fato esse, que não deve ser levado adiante.

“Isso nunca foi tão discutido por todo mundo em todos os lugares. Todas as opções de vacina que estão disponíveis foram validadas pela Anvisa, que é um dos órgãos mais respeitados do mundo. As pessoas estão querendo escolher qual marca tomar, com receio de eficácia ou efeito colateral, mas todas elas geram uma resposta imunológica alta”, avalia.

A vacina, esclarece Gasparotto, não impede a infecção pela doença, mas diminui as chances da evolução para um caso mais grave. Ele explicita que na unidade de saúde em que atende, no Hospital são Judas Tadeus, durante a primeira onda do Coronavírus, no ano passado, e quando ainda não existia vacina, muitos profissionais de saúde foram afetados.

Já neste ano, quando eles receberam as doses do imunizante, ainda que tenham contato direto com pacientes e pessoas infectadas pela doença, a realidade mudou. “Foi quase zero por cento o número de funcionários que contraíram a doença. E são pessoas que estão na linha de frente. Então, dá para se ter uma ideia da efetividade da imunização”, disse.

Mesmo quem já foi imunizado, não deve relaxar nas medidas de biossegurança. A utilização da máscara, principalmente deve continuar sendo feita como forma de se proteger, além de resguardar as pessoas do convívio. Até o momento, segundo a Prefeitura de Cuiabá, 63.244 pessoas já receberam as duas doses da vacina.

“O índice de vacinação aqui é baixo. É preciso continuar com os protocolos. Se você já se vacinou, precisa usar a máscara para evitar ser contaminado. Até porque mesmo que a pessoa não evolua para casos graves, ela continua transmitindo e para pessoas que não foram igualmente imunizadas. É preciso ter o cuidado com o próximo”, pontua.

Portanto, caso o leitor já tenha recebido a sua dose, vale aqui mais uma vez o alerta. Utilizar máscara, álcool em gel, lavar bem as mãos, manter distanciamento social e evitar aglomerações, continuam sendo mandamentos para quem quer se preservar.