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ReproduçãoReprodução

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), aprovou o requerimento que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Energisa, concessionária de energia elétrica em Mato Grosso.
 
O requerimento foi apesentado pelo deputado Elizeu Nascimento (DC), que será o presidente da CPI. Ele afirmou que a concessionária é líder de reclamações no Estado. E citou que a investigação é decorrente de um abaixo-assinado que reuniu quase 10 mil assinaturas.
 
A Procuradoria da Assembleia emitiu parecer favorável à criação da CPI.
 
“Temos uma audiência pública na próxima terça-feira na Assembleia para que possamos discutir a condição da Energisa. Especialmente a falta de atenção que ela tem para os clientes. Ela vem estourando todos os índices de reclamação, vem dobrando o número de reclamações. Então, esse descaso precisa ser discutido”, disse Botelho.
 
Tem a questão dos impostos, porque parece que houve uma sonegação por parte deles.

“Na CPI, a Energisa vai ter que explicar as razões de uma tarifa tão alta e também o descaso com o consumidor. Esse é o mais importante. O total descaso. Ninguém consegue acesso. Não consegue mudar uma conta, não é atendido pessoalmente por ninguém. Então, é muito complicada a relação com eles”, acrescentou.
 
O parlamentar deu cinco dias para que os líderes dos blocos da Casa façam suas sugestões de nomes para compor a Comissão. Ao todo, são cinco titulares e cinco suplentes.
 
São líderes na Casa os deputados Dilmar Dal’Bosco (DEM), responsável pelo bloco do Governo, denominado "Assembleia Forte"; Janaina Riva (MDB), do bloco "Resistência Democrática"; e Eugênio de Paiva (PSB), do "Bloco Parlamentar Unidos".
 
Botelho afirmou, ainda, que uma suposta sonegação da concessionária também será alvo do processo de investigação.
 
“A CPI vai começar seu trabalho em breve. Vai convocar os técnicos, ouvir Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], ouvir o Estado, porque tem a questão dos impostos, porque parece que houve uma sonegação por parte deles. É um imposto que eles têm que pagar para o Estado, em torno de R$ 800 milhões. Tem coisa aí por trás que CPI vai descobrir”, completou.