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Foto: ReproduçãoFoto: ReproduçãoO senador mato-grossense Jayme Campos (DEM) justificou nesta sexta-feira (10), em entrevista ao HiperNotícias, seu voto para que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), seja transferido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para o da Economia. O democrata citou países como França, Reino Unido, Espanha e Argentina, onde o Coaf  já é vinculado ao Ministério da Economia.

Após a aprovação pela comissão que analisa a Medida Provisória (MP) da Reforma Administrativa, da qual Jayme faz parte, tem havido muitas críticas nas redes sociais, manifestação essa que já existia na véspera da votação, ocorrida nessa semana.

“Se a gente for se basear por rede social, acabou o mundo”, disse o senador, citando os países onde é a pasta da economia que abriga controle de atividades financeiras.

A permanência do Coaf sob o controle do Ministério da Justiça e Segurança Pública é, para o ministro Sérgio Moro, preponderante no combate à corrupção, visto que nos últimos anos, segundo o ministro,  mecanismos ilegais de movimentações bancárias têm sido o ralo por onde passam milhões de reais desviados  dos cofres públicos. Não é o que pensa, porém, o senador Jayme.

“Isso é conversa de bêbado para delegado. Não existe essa de descambar para a corrupção. A corrupção vai sempre existir, independentemente de qualquer coisa”, alegou Jayme.

O placar, na comissão do Congresso, foi de 14 a 11 e entre os parlamentares de Mato Grosso que integram essa comissão, estão a senadora Selma Arruda (PSL e o deputado federal Valtenir Pereira (MDB) que, assim como Jayme, quer ver o Coaf no Ministério da Economia e não sob o poder de Moro.

Jayme ignora a pressão das redes sociais e argumenta que o que é mesmo essencial é votar com a própria consciência. "Não vou dar ouvidos  a meia dúzia de gente que não tem o que fazer. Já recebi manifestações de gente do País inteiro, me parabenizando, além disso, não existe essa de descambar para a corrupção [se sair do âmbito da Justiça]. Isso é um factóide. Corrupção sempre vai existir, independentemente de qualquer coisa. Quem apura os fatos é  o Ministério Público e que, depois, manda para a Justiça”, avaliou Jayme.

O senador ainda minimizou a insistência do governo Bolsonaro de manter o Coaf na pasta da Justiça. Tanto Sérgio Moro, como o próprio presidente Jair Bolsonaro, tem alertado que se esse Conselho de Controle voltar para o Ministério da Economia, os crimes de corrupção como os verificados na Operação Lava Jato podem continuar. Por isso, a base governista no Congresso, tenta evitar essa mudança.

“Isso é conversa de bêbado para delegado. Só o Brasil é que está errado, então? Os demais países estão errados? Eu não sou vassalo de ninguém, não sou capacho de ninguém, voto de acordo com minha consciência”, disparou o senador, alegando que não se pode dar um poder tão grande “a uma só pessoa, sendo que ao Ministério da Justiça cabe mesmo "é cuidar da segurança nas fronteiras, do tráfico, do contrabando etc. Cada um deve fazer sua parte”.