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Foto: ReproduçãoFoto: ReproduçãoUm Vigilante Penitenciário Temporário (VPT), (cujas iniciais não foram divulgadas) que atuava nos serviços da cadeia de Aragarças, pertencente à 5ª Regional Prisional Centro-Oeste da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), recebeu voz de prisão no trabalho dele, na terça-feira (05/06), ao ser suspeito de repasses de celulares a detentos do presídio.

A suspeita ocorreu durante procedimento de revista estrutural realizada pelos servidores do Grupo de Intervenção Tática (GIT), com o auxilio dos plantonistas do local, quando foi encontrado um dos aparelhos repassados contendo conversas entre o servidor e um detento.

Segundo o coordenador do GIT, Regis Pascoal, o procedimento realizado, em conformidade com a Lei de Execução Penal, ocorreu no momento em que os custodiados do local encontravam–se reunidos no pátio do banho de sol. O aparelho celular estava escondido em uma das celas.

O aparelho foi desbloqueado e o diálogo entre o VPT e presos com combinação em desfavor da segurança da unidade. “O aparelho, que estava parcialmente danificado, continha um print de um dialogo onde o VPT alertou os presos sobre a realização de um procedimento que ocorreu no mês de maio”, ressalta Pascoal.

Diante dos fatos, ao ser indagado o servidor de 23 anos, que trabalha no sistema com contrato temporário há cinco meses, assumiu a prática do crime. De imediato, foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil onde afirmou que entre os meses de abril e maio conseguiu repassar 13 aparelhos celulares e carregadores.

De acordo com o diretor da UP, Cristiano Gomes, o VPT confessou que já conhecia os presos com os quais combinava os atos ilícitos antes mesmo de entrar no sistema como servidor. Gomes informou ainda o veículo do suspeito também foi vistoriado e, entre os pertences dele, foram encontrado um revólver calibre 22 e 58 munições intactas.

Diante dos fatos, a direção da UP abriu procedimentos administrativos internos para averiguação dos fatos e aplicação das sanções penais necessárias. O VPT terá seu contrato rescindido encontra-se, por decisão das autoridades da investigação, detido no presídio.