Internação imposta em face da adolescente acusada de assassinar com um tiro na cabeça a vítima Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, já está em período de reavaliação. Segundo informado ao Olhar Jurídico, manifestação do Ministério Público ainda é aguardada. 

Conforme sentença proferida em 19 de janeiro de 2021 pela juíza Cristiane Padim da Silva, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, a medida socioeducativa deve ser reavaliada semestralmente

Ainda conforme sentença, a internação foi inicialmente aplicada levando em conta a prática do ato infracional equiparado ao crime de homicídio qualificado em face de Isabele Guimarães.
 
O crime aconteceu em julho de 2020 e ganhou repercussão nacional após ser publicizado pelo programa dominical Fantástico, da Rede Globo. A atiradora está internada no Lar Menina Moça, em Cuiabá.
 
A defesa da menor internada segue recorrendo. Em maio, o ministro Antonio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido liminar que buscava revogar internação.
 
Pedido semelhante também foi negado em instância inferior. Na Terceira Câmara do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), dois desembargadores votaram contra liberdade. Julgamento foi concluído no dia 28 de abril. 

O empresário Marcelo Martins Cestaria, pai da adolescente acusada de matar a amiga, também ofereceu notícia-crime para apurar crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente supostamente praticados por servidores públicos lotados no Lar Menina Moça.
 
Segundo os autos, matéria jornalística noticiou fatos relativos à transferência de quatro adolescentes internadas no Lar Menina Moça para a unidade destinada a adolescentes do sexo masculino, por um período de doze horas, ocorrida no dia três de maio de 2021.

 

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