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Morreu a menina de quatro anos que havia sido atingida com um disparo de arma de fogo na cabeça, durante uma tentativa de chacina, no último domingo (30), em Lucas do Rio Verde (334 quilômetros de Cuiabá). Na ocasião, Eduardo Ferreira dos Santos foi executado e a esposa e o filho também feridos.

A criança, que foi baleada na cabeça, foi socorrida até Sorriso, onde passou por cirurgia.  Segundo informações da imprensa local, a vítima aguardava transferência para um Hospital de Cuiabá, onde ficaria internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.

Porém, durante a madrugada não resistiu aos ferimentos e morreu. 

Segundo informações da Polícia Militar, o fato aconteceu por volta das 14h30 deste domingo (30). Quando os militares chegaram na fazenda, Eduardo já estava morto, em decorrência dos tiros que levou na barriga.

A esposa de Eduardo também foi baleada na barriga. Ela contou aos policiais que os quatro suspeitos chegaram em um Gol, e que passaram a atirar contra as vítimas. O filho dela, de 26 anos, levou um tiro na perna, e a neta, de três, levou um tiro na cabeça e corre risco de morte. Os dois foram para o hospital por meios próprios.

A mulher ainda contou que, antes de morrer, o marido disse aos suspeitos: “Agora vocês vieram aqui para atazanar minha família!?”. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros. No hospital, o filho confirmou a versão da mãe sobre a história, e disse ainda que chegou a revidar e atirar em um dos suspeitos. O revólver usado por ele foi recolhido pela Polícia Militar, junto com duas espingardas que estavam na casa e eram de Eduardo.

Uma testemunha contou, ainda, para os policiais, que na tarde de sábado (29) um homem foi pescar na fazenda, e ele estava no mesmo veículo que os suspeitos estavam neste domingo (30). Em dado momento, este homem discutiu com Eduardo e foi embora.

A mãe de Eduardo estava dentro de casa e presenciou os fatos, mas ficou em estado de choque e não conseguiu relatar o ocorrido. Foi encontrado no terreno um celular da marca LG. A Polícia Judiciária Civil (PJC) foi acionada e passou a realizar diligências nas câmeras da região em busca dos suspeitos, mas eles não foram encontrados até a confecção do boletim de ocorrência.