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O cacique Domingos Mahoro Eõ, da aldeia Sangradouro, localizada no limite entre General Carneiro e Primavera do Leste, faleceu na tarde dessa segunda-feira, em Cuiabá, vítima da Covid-19. Ele tinha 60 anos e não resistiu o avanço da doença.

Domingos era um dos principais lideres dos povos Xavante da aldeia e estava internado em estado grave no Hospital de Primavera do Leste após testar positivo para o Covid-19, mas havia sido transferido para o leito de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Cuiabá nesta segunda-feira.

O corpo de Domingos será levado ainda nessa noite para a Sangradouro, onde será sepultado sem a tradicional cerimônia fúnebre Xavante, por recomendação em prevenção ao novo coronavírus.

Coronavírus em Xavantes

A situação caótica em que vivem os povos indígenas de Mato Grosso, que praticamente estão desamparados do poder público no que tange a saúde, foi tema da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa na última semana. O deputado Dr Eugênio (PSB), que é da região do Araguaia, disse que se nada for feito, um genocídio pode acontecer. 

Segundo o portal de notícias G1, até o início de julho, somente em Barra do Garças, 13 índigenas da etnia Xavante já haviam falecido e o número de infectados superava os 100. Esses números, na data de hoje, podem estar bem maiores.

O prefeito de Barra do Garças, Roberto Farias (MDB) solicitou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) uma criação de um hospital de campanha na região para atendimento aos índigenas.

Informações recentes davam conta de que pelo menos 100 Xavantes foram diagnosticados com a doença.

Domingos Maharo foi uma figura importante no meio indígena mato-grossense e foi coordenador da saúde Indígena e atualmente estava à frente da Cooperativa Indígena do território sangradouro.