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Pessoas de algumas partes do mundo terão o privilégio de presenciar, na madrugada de sexta-feira (19), um eclipse lunar total de 3 horas e 28 minutos de duração, o mais longo em quase 600 anos. O fenômeno ocorre quando a Lua é ocultada totalmente pela sombra da Terra, o que faz com que o astro desapareça do céu por um determinado período de tempo.

Segundo o professor Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), no Brasil será possível visualizar apenas parte do fenômeno, uma vez que a Lua deve se por logo após o início do eclipse.

Embora a Lua entre numa região de penumbra da Terra às 3h20 (horário de Brasília), o astro só entrará na sombra, propriamente dita, do planeta às 4h20.
“Como a penumbra é muito sutil, seria impossível observar o fenômeno a olho nu nesse horário. Só vamos começar a perceber que a Lua está começando a escurecer a partir das 4h20. A máxima do eclipse, por sua vez, se dará por volta das 6h, quando o Sol já terá nascido”, afirma.

Ainda de acordo com Langhi, a Lua estará acima do horizonte oeste durante a fase máxima do eclipse para os habitantes da região mais ao norte do país, como Manaus, capital do Amazonas. Apesar disso, ela estará tão baixa no céu que será muito difícil visualizar o fenômeno na sua totalidade.

“O evento será visível mais nos países onde será noite enquanto o eclipse ocorrer”, explicou Longhi. Isso inclui locais como a costa oeste dos EUA e o Havaí e outras ilhas no oceano Pacífico.

Para observar o eclipse de sexta-feira, não será necessário o uso de instrumentos astronômicos — no entanto, aqueles que desejarem visualizar o fenômeno com mais precisão poderão usar um binóculo simples ou um telescópio do tipo refletor. Esse tipo de instrumento conta com espelhos em vez de lentes, proporcionando um detalhamento melhor da imagem do que lunetas comuns.

O professor ressalta ainda que vale consultar a previsão do tempo, visto que a observação do eclipse só será possível em um céu sem nuvens ou com pouca nebulosidade. Outra orientação é que o horizonte esteja livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que obstrua a visualização da paisagem.

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