0
0
0
s2smodern

 

Foto: ReproduçãoFoto: ReproduçãoA temporada de queimadas de 2019 começou mais cedo em Mato Grosso.

É, de longe, a época do ano em que os bombeiros mais trabalham. Mato Grosso lidera o ranking nacional de queimadas. Em 2019, os incêndios aumentaram 40% na comparação com 2018.

“De janeiro a março choveu bem menos do que era esperado. Então, desde o início do ano, nós temos encontrado condições de seca no nosso estado”, diz o climatologista Rodrigo Marques.

O Batalhão de Emergências Ambientais entra em prontidão sempre que o clima atinge a chamada “regra dos 30”. “A temperatura está acima dos 30º C, a umidade relativa do ar abaixo de 30%, ventos acima de 30 quilômetros por hora e em um período que está a mais de 30 dias sem chuvas, a gente emite um alerta de risco de incêndio”, explica o tenente-coronel do Batalhão de Emergências Ambientais dos Bombeiros de Mato Grosso, Jean Oliveira.

A maioria das queimadas começa nas lavouras e se alastra para as florestas pelo vento. Os incêndios controlados, para limpar áreas de plantio, são proibidos a partir do dia 15 de julho, mas os produtores rurais já iniciaram os esquemas de prevenção.

“Tem um armazém responsável por divulgar a notícia. Então, a fazenda que é acometida pelo incêndio, ela passa uma mensagem para esse armazém, e o armazém chama os vizinhos para que venham ajudar no combate”, diz o produtor rural Luimar Gemi.

“Todo mundo para a colheita e concentra todos os esforços naquela propriedade para tentar conter o incêndio”, complementa outro produtor rural, Laercio Lenz.

Em 2019 muitos agricultores anteciparam uma prática que, geralmente, só acontece no final de julho ou início de agosto: mudar o horário da colheita. Em uma fazenda, a colheitadeira vai para lavoura só à noite, para evitar o risco de incêndios. É que nesse horário a temperatura e o vento diminuem e a umidade se eleva. Torna o trabalho mais seguro.

A cada uma hora e meia, uma pausa. “Dá uma verificada, vê se não tem nenhum rolamento esquentando, palha em cima do motor, se está limpo, para não correr risco de fogo”, explica o operador de colheitadeira, Marcos Morais.

Perto da colheita fica um tanque com 15 mil litros de água. Colher à noite custa mais caro por causa do adicional noturno pago aos trabalhadores. Mas a Aline Velke não lamenta. “Todo o nosso trabalho do ano inteiro está aqui. É melhor investir um pouquinho mais, disponibilizar um pouquinho mais dos nossos recursos. Mas a gente conseguiu usufruir de todo o benefício que a produção nos traz”, afirma a produtora rural.