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Com o objetivo de promover a integração e expandir os trabalhos realizados pela magistratura mato-grossense por meio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), serão firmada parcerias inéditas no Poder Judiciário de Mato Grosso.

Trata-se de dois Protocolos de Reciprocidade: um celebrado entre a Esmagis-MT e os núcleos (Nupemec e NugJur) e outro entre a escola e a Cemulher. “Nossa rotina acaba não tornando possível a integração necessária e salutar, mas havendo um ambiente propício para tal, ela ocorrerá. Os benefícios se traduzem no efeito multiplicador das ações já desenvolvidas e na inspiração e estímulo para novos projetos e programas. A harmonia e a cooperação jamais deixam de somar dentro de um grupo”, afirma a juíza colaborada da Esmagis, Jaqueline Cherulli.

A magistrada é juíza colaborada da Escola e trabalha o eixo “Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, Justiça Restaurativa, Justiça Terapêutica e Justiça Sistêmica” e recebeu a missão de redigir os termos desta parceria dos produtos internos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. “São parcerias inéditas dentro da proposta da atual diretoria da Esmagis, que tem como diretor-geral o desembargador Marcos Machado e a como vice-diretora, a desembargadora Helena Maria Bezerra”, explica.

Cherulli aponta que num primeiro momento, essa ação de integração irá divulgar entre os próprios juízes os projetos e programas desenvolvidos e trabalhados, viabilizando a expansão dos trabalhos por meio de cursos, formações, capacitações, treinamentos, supervisões e certificações. “É preciso saber o que os núcleos e coordenações realizam para dizermos uma só língua e podermos levar esse diálogo para nossos parceiros e colaboradores”, enfatiza ao se referir aos integrantes do Sistema de Justiça (advogados, defensores públicos, promotores de justiça, técnicos, peritos, psicólogos, assistentes sociais, polícia judiciária, polícia civil e demais agentes). “Sem a conexão com todo nosso sistema, a atuação fica empobrecida e deficitária; além de demandarmos mais tempo para que se obtenha o resultado almejado”, reforça.

Os Protocolos de Reciprocidade contam com o apoio da presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas e do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, que devem assinar os documentos e oficializados esta nova modalidade de parceria no inicio de agosto. “Esses protocolos visam proporcionar uma ambiência singular, com agenda que dialoga de forma macro, facilitando a vida dos colegas, vai ‘startar’ formações inéditas. Cursos e capacitações ainda não ofertados e a multiplicação deles. A expectativa é introduzir também cursos ainda não explorados pela Escola”.