Foto: Mayke Toscano/Secom-MTFoto: Mayke Toscano/Secom-MT

O governo de Mato Grosso anunciou que vai decretar, ainda nesta segunda-feira (14), estado de calamidade por conta dos incêndios florestais. A medida permite dobrar a estrutura para a prevenção, combate e autuação dos incêndios florestais em Mato Grosso, especialmente na região pantaneira.

O anúncio foi feito pelo governador Mauro Mendes, após reunião com os secretários Alexandre Bustamente (Segurança Pública), Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente) e com os comandantes do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges, e da Defesa Civil, coronel Cesar Viana Brum.

Mendes ressaltou que o governo do estado tem planejado e atuado nessa frente desde março, sendo que hoje há em torno de 2,5 mil profissionais envolvidos no combate, das forças de Segurança, da Defesa Civil, dos Bombeiros, voluntários e até no Exército Brasileiro.

Há seis aeronaves ajudando nesse combate, três helicópteros e 40 equipes em todo o estado. De acordo com o governador, o decreto de calamidade vai permitir contratar equipes e materiais em regime de urgência.

Conforme o governador, as circunstâncias climáticas têm colaborado para que os incêndios tenham tomado grandes proporções. Mato Grosso está um período de longa estiagem: são mais de 100 dias sem chover e a umidade relativa do ar está baixa e, em algumas regiões, abaixo de 10%

Também será permitido o uso de retardante para controlar o fogo. A utilização da substância já foi testada pelo Corpo de Bombeiros e aprovada pela equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente.

Somente de janeiro a agosto, já foram aplicados R$ 107,3 milhões em multas pelo uso irregular do fogo e R$ 805 milhões por desmatamento ilegal.

Outra ferramenta que tem sido usada é o sistema de monitoramento via satélite, que detecta os focos de calor quase em tempo real. Com esses dados, já foi possível realizar perícia em várias regiões aonde ocorreram incêndios, inclusive o Pantanal.

Recentemente já foram divulgados os dados que comprovaram que os incêndios ocorridos nos 40 mil hectares da reserva particular, em Barão de Melgaço (Sesc Pantanal), na Fazenda Espírito Santo, Rodovia Transpantaneira e na Fazenda São José, foram provocados por ação humana.

Os casos já estão sob investigação da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) para punir os responsáveis.