Foto: MPFFoto: MPF

A Justiça aceitou nessa sexta-feira (11) a denúncia do Ministério Público Federal contra 10 ex-deputados estaduais de Mato Grosso acusados de participação em um esquema de mensalinho durante o governo de Silval Barbosa, nos anos de 2012 e 2013. Eles vão responder pelos crimes de corrupção ativa e associação criminosa. Entre os ex-parlamentares está o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, e o ex-chefe de gabinete dele, Silvio Correa, também foram denunciados pelos crimes de corrupção passiva e associação criminosa.

Os demais denunciados são Luciane Bezerra, que também é ex-prefeita de Juara; Luiz Marinho, Alexandre Cesar, Gilmar Fabris, Carlos Azambuja, Ezequiel Fonseca, Airton Rondina, conhecido como Português, José Domingos Fraga e José Joaquim de Souza Filho, conhecido como Baiano Filho.

Emanuel Pinheiro nega as acusações e disse que soube que a 5ª Vara Federal aceitou a denúncia por meio da imprensa. Alegou que é inocente e que vai provar na Justiça. (A nota na íntegra está ao final da reportagem).

A defesa de Silval Barbosa afirmou que "o ex- governador, ainda não foi cientificado da denúncia, mas continuará colaborando efetivamente e de forma irrestrita com a Justiça."

Silval Barbosa, que já fez acordo de delação premiada no qual detalhou como funcionava o esquema. Um vídeo gravado por Silvio Correa em que os denunciados aparecem recebendo propina foi entregue à Justiça .

G1 busca ouvir a versão dos outros citados na reportagem.

Os réus são acusados pelo MPF de compor um grupo que recebia dinheiro para garantir a governabilidade, não prejudicar os interesses do governo e aprovar as contas do Executivo estadual na Assembleia Legislativa .

O inquérito policial foi relatado em 27 de agosto de 2020. O MPF, ao oferecer a denúncia, pediu sigilo.

Leia a nota de Emanuel Pinheiro na íntegra:

"Sobre as notícias veiculadas na mídia nesta manhã de sábado, informo que tomei conhecimento apenas pela imprensa do eventual recebimento da denúncia por parte do juízo da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, portanto, até o presente momento não fui formalmente intimado do teor de tal decisão. Como já dito em outras oportunidades, caso realmente esta denúncia tenha sido recebida, reitero que o processo servirá para trazer a realidade dos fatos a tona e provar a minha inocência. No momento minha prioridade é o povo cuiabano e fazer frente as minhas responsabilidades com a capital mato-grossense. Tenho muita fé na Justiça e esperança no futuro."