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Um clínico geral, que atende em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e hospitais particulares de Cuiabá, trava, pela segunda vez, uma batalha contra a covid-19. Ele testou positivo para a doença em abril. Na manhã desta segunda-feira (1º) saiu o resultado do exame que confirma que ele foi reinfectado, sendo o primeiro caso registrado no Estado. 

O médico preferiu não se identificar, mas disse que já notificou a Vigilância Sanitária e está em contato com uma médica infectologista para saber os próximos passos. Ele irá realizar novos exames nesta segunda-feira. 

Apesar de conviver com os riscos da profissão, ele relata que ficou abalado com a notícia.

A primeira vez que o clínico testou positivo foi em abril. Ressalta que não teve nenhum sintoma, apenas sua garganta ficou ruim. Desta vez, o vírus veio mais forte, e o médico teve dores de cabeça, febre, coriza, cansaço e fraqueza, no entanto, ainda não necessitou de internação. Uma tomografia realizada pela vítima apontou três pontos no pulmão em que o vírus já se alojou.

Houve um intervalo de cerca de um mês entre uma infecção e outra. “A população tem que pensar, já peguei e eu estou livre, não, não é assim”, alerta o médico. 

O clínico também pontua sobre a volta de vários estabelecimentos e explica que seu caso traz uma nova reflexão sobre as reaberturas. “É uma situação que faz repensar a liberação das coisas. Tem que liberar, mas pensar como será feito, de forma segura”, afirma.

O médico volta mais uma vez para o isolamento e deve ficar mais dez dias sem ter contato com ninguém. Ele mora com os pais e irá para um local diferente, já que os mesmos são do grupo de risco.

A situação mostra que a teoria de imunização, pós coronavírus, é falha e que ainda há muitos estudos a serem realizados.