SÃO PAULOSÃO PAULOO ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, teve sua passagem pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) marcada pela libertação de milhares de presos em situação ilegal.

Durante a gestão de Peluso no órgão, mutirões liberaram por volta de 30 mil presos.A respeito das prisões de inocentes, tratadas em série pela Folha, o ex-ministro disse que erros judiciários devem resultar em indenizações.

“Se o Estado errou, tem que indenizar nos limites do possível, porque na verdade não há nada no mundo que indenize a perda da liberdade nem por um dia, muito menos por anos”, disse.

Ele também disse considerar que há inação em órgãos de correcionais do Judiciário e que os magistrados deveriam ser preparados para ter sensibilidade.

“Só quem ama pode condenar”, definiu.

O ex-ministro ainda falou sobre como o Judiciário, por vezes, acaba atendendo demandas irracionais da sociedade, que pretende tratar como monstruosos mesmo crimes de menor potencial ofensivo.

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