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Um barco que naufragou há pelo menos quatro anos está causando acidentes no Rio Araguaia, em Aruanã, no nordeste de Goiás. Segundo moradores da região, os destroços atingem cascos de embarcações que passam pelo local, causando perfurações nas estruturas.

De acordo com o comerciante Solismar Silva, ao navegar pela região, a estrutura acabou furando a canoa em que ele e a esposa estavam e, por sorte, não ficaram feridos. “Quando vi que a água chegou no meu pé, chamei uma lancha próxima, coloquei minha esposa lá. Consegui mergulhar, levantar nossa canoa e levá-la até a praia”, explicou.

Parte da estrutura começou a ser retirada na tarde da terça-feira (28), pelo Corpo de Bombeiros, após a reportagem da TV Anhanguera. A corporação não soube informar a data exata em que o naufrágio correu, mas afirmou que foi em 2015 ou 2016.

Desde então, a embarcação fica aparente quando o nível do rio começa a baixar e, por várias vezes, bombeiros já sinalizaram a área, segundo o tenente Guilherme Lisita. Ele explicou que o acidente foi notificado à Marinha do Brasil no ano ocorrido e o dono não se responsabilizou pela retirada da embarcação.

“Fizemos a retirada por uma questão de segurança, o órgão competente é a Marinha. Fizemos de forma proativa para a segurança de terceiros. Já sinalizamos várias vezes, mas pessoas passam, retiram, a correnteza pode levar as boias e até o tempo pode desgastá-las”

O militar afirma que o barco é de grande porte, está submerso e alocado na areia. Ele pede que as pessoas evitem passar próximo ao local sinalizado. “Pedimos à população que não se coloque em risco, passando próximo ao local. Flagramos, no dia da retirada, uma lancha passando entre as boias que colocamos. Pedimos que as pessoas que respeitem”, explicou Guilherme.

O tenente explicou ainda que, em 2016, os bombeiros tentaram a retirada da embarcação, mas não foi possível. "Foi feito um planejamento para a flutuação da embarcação por inteiro, para não causar danos, mas, pela falta de equipamentos e pela responsabilidade ser do proprietário, a ação não pôde ser feita", justificou.

Por meio de nota, a Marinha do Brasil explicou que, é de responsabilidade do proprietário da embarcação a retirada dos destroços e que enviará uma equipe ao local.

"Visando apurar as informações e identificar a embarcação, a Marinha enviará militares ao local e, tão logo as informações sejam apuradas, o proprietário será instado a efetuar a retirada dos destroços. A equipe também verificará se o casco está colocando em risco a segurança da navegação na região. Se comprovado, a Marinha fará a demarcação da área e o proprietário será notificado (multado) por colocar em risco a navegação no local.

O dono da embarcação não foi localizado pelo G1 até a publicação desta reportagem.