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A influencer digital Mariana Vidotto insinuou em suas redes sociais que o juiz e a promotora do processo que envolve ela e o advogado Cleverson Contó poderiam estar sob suposta influência e que em razão disso passaria a usar suas redes para expor nomes e todos os desdobramentos do processo. A revelação consta em queixa crime protocolada pelo advogado de defesa de Contó, Eduardo Mahon, que alerta que Vidotto teria acusado magistrado e promotora de prevaricação e corrupção passiva.

Há mais de um mês, Vidotto tentou impor ao ex-namorado medidas cautelares penais. O juiz da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica de Cuiabá, Jamilson Haddad Campos, indeferiu uma série de pedidos feitos por Vidotto como pensão alimentícia, monitoramento eletrônico, restrição de circulação, busca e apreensão e sequestro de computadores do advogado.

O magistrado também negou novo pedido de prisão contra Contó. Haddad Campos negou os pedidos com base no parecer negativo emitido pela promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues da Silva que deixou registrado não haver provas suficientes para qualquer medida cautelar contra Contó.

Nos vídeos anexados a queixa-crime, Vidotto afirma que “vai usar a ferramenta que tem” que são as mídias sociais para dizer à sociedade “quem é o juiz e quem é a promotora do meu caso”. Ela ainda afirma que não ter o "dinheiro que o ex-namorado tem".

O juiz da causa, ao tomar conhecimento da postagem da influencer, determinou que ela se justificasse no prazo de 48 horas para, em seguida, mandar o caso ao Ministério Público. Já a defesa de Contó pede que Vidotto seja investigada por calúnia e difamação contra o juiz e a promotora responsável.

Na terça-feira (20), Vidotto voltou à tona nas redes sociais dizendo usar medicamentos controlados que passou a usar depois de uma tentativa de suicídio após ter recebido uma notificação de uma queixa-crime, em março. “Mas o que aconteceu é que meu psicólogo trabalha com meu psiquiatra e a gente percebeu que eu saí de um estágio pós-traumático para entrar um transtorno. Eles ainda estão fechando o diagnóstico, se é um transtorno generalizado de ansiedade ou depressivo. Então foi aumentada as doses de algumas medicações e elas pararam de fazer efeito”, afirma Vidotto em suas redes sociais.

O juiz Jamilson Haddad determinou que Vidotto tem prazo para se manifestar em relação às acusações feitas nas redes sociais. Depois o caso será encaminhado à promotora Lindinalva Rodrigues da Silva que se manifestará sobre o caso.