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Embora o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tenha determinado o fim da greve nos Correios, os trabalhadores em Mato Grosso, seguindo direcionamento nacional, decidiram permanecer em greve. Está programada para esta terça (22) um grande ato em Brasília com caravanas de todos os estados. A decisão em manter a paralisação foi unânime entre as entidades sindicais da categoria no país, apesar da multa diária de R$ 100 mil fixada pelo Tribunal.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios em Mato Grosso, Edmar Leite, deu voz aos servidores e disse que “quem determina o fim da greve são os trabalhadores”, disse.

 Por maioria de votos, os ministros da Seção de Dissídios Coletivos do TST que o movimento grevista não foi abusivo, mas decidiu retirar os direitos econômicos e manter algumas cláusulas sociais.

A ministra relatora no processo, Kátia Arruda, destacou em seu voto que houve intransigência dos Correios em aceitar os acordos anteriormente proposto. A magistrada votou para que todos os direitos fossem mantidos, mas acabou parcialmente vencida.

“Os funcionários sinalizaram disposição em negociar, mas a estatal desde o início foi de absoluta resistência”, afirmou a ministra.

Para Edmar Leite, a decisão do TST “é uma Justiça que trabalha contra os trabalhadores”.

A decisão de hoje, porém, representou também uma derrota parcial à estatal, já que ficou mantida a cláusula que prevê a correção monetária de 2,6% dos salários. Os trabalhadores, no entanto, pediam uma reposição salarial de 5%.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), a greve foi deflagrada em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas.

Conforme a entidade, foram retiradas 70 cláusulas de direitos em relação ao acordo anterior, como questões envolvendo adicional de risco, licença-maternidade, indenização por morte, auxílio-creche, entre outros benefícios.