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A massa de ar quente e seco que ocupa quase todo o Brasil começa a perder força nas próximas semanas e as chuvas começam a avançar para o Sudeste. Segundo o meteorologista da Somar, Willians Bini, em cinco dias as primeira nuvens de chuva começam a seguir para a região sudeste.

“Temos uma frente fria no Sul do Brasil e uma grande massa de tempo seco e quente em boa parte do país. No Sul, são aguardadas ventanias entre santa catarina e Paraná, entre quinta e sexta, com até 80 km/h. Nos próximos 15 dias, temos chuvas se espalhando sobre parte do Sudeste e Nordeste em 5 dias, mas é a partir do dia 22 que as chuvas chegam de maneira mais regular em São Paulo, Minas Gerais e algumas áreas do Centro-Oeste”, disse.

A partir do dia 27, as chuvas avançam com maior intensidade, atingindo o estado de São Paulo com frequência e Mato Grosso do Sul. Em menor quantidade, também chega aos estados de Mato Grosso e Goiás.

“Essa chuva em São Paulo e Sul de Minas é importante para as plantações de cana e café, favorecendo as primeiras floradas na região Sudeste, que terão até 150 milímetros acumulados em outubro”, disse.

E, chegando ao final do inverno, teremos possivelmente a última massa de ar frio que poderá trazer geada. Devem ser geadas isoladas na serra gaúcha e na região da campanha, no Rio Grande do Sul.

Sul

Para o mês de outubro, a chuva mais significativa fica apenas no extremo sul. Para os produtores de arroz, há uma preocupação por causa da previsão de La Niña.

“Entre o centro-sul e extremo norte, apenas 50 milímetros de acumulado em outubro, o que demonstra característica de La Niña. Em Bagé, apenas 83 milímetros, com 8 dias de chuva em 30 dias, o que é um volume baixo e revela preocupação com o nível de reservatórios para a cultura do arroz”, falou.

Anomalia para os três próximos meses 

Segundo o meteorologista, é aguardada uma anomalia na quantidade de chuva nos próximos meses, o que demonstra um aspecto característico de La Niña. “Em boa parte do Rio Grande do Sul, teremos chuva abaixo da média entre outubro e dezembro. Por outro lado, áreas do Espírito Santo, parte da Bahia, Goiás, Mato Grosso e Tocantins poderão ter chuvas ligeiramente acima da média”, finalizou.