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A comunidade cristã no Brasil e em outros países onde atua a plataforma de vídeos streaming Netflix ficou revoltada com o especial de Natal do estúdio "Porta dos Fundos", com o título "Aprimemira tentação de Cristo" e que interpretou um Jesus gay e onde José, Maria e Deus teriam vivido um triângulo amoroso.

A polêmica tomou maiores proporções depois que a sede da produtora Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro, sofreu um ataque com coquetéis molotov de um grupo neofacista, na véspera de natal.

Em 8 de janeiro a justiça do Rio de Janeiro determinou que a Netflix retirasse a produção do ar, seguindo um pedido da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, entidade católica. No dia seguinte a Netflix recorreu, afirmando que a decisão tinha o mesmo efeito que a bomba utilizada na produtora, pois "silencia por meio do medo e da intimidação".

Diversas pessoas entraram na discussão em vários meios de comunicação, alguns defendendo a liberdade humorística, outras pedindo respeito à religião.

Ainda no dia 9 de janeiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, em medida de urgência, derrubou a decisão do desembargador Tribunal de Justiça do Rio, além de desobrigar a plataforma de exibir uma mensagem de alerta informando que o conteúdo é uma sátira sobre "valores caros e sagrados da fé cristã".

A decisão de Toffoli é temporária e ainda pode ser mantida ou revogada por Gilmar Mendes, relator do processo, em fevereiro quando o tribunal retomar as atividades.

Enquanto isso, nas redes sociais, os fabricantes de memes têm brincado com as imagens dos ministros com perucas, maquiagem e em corpos de mulheres, afirmando que se podem brincar com a fé podem brincar com eles também.

"Já que Tofolli liberou a liberdade de expressão contra a fé cristã, vou republicar um trabalho artístico, de um profissional que prefere se manter no anonimato. Ah! Tofolli, não pode me processar tá? Lembra da liberdade de expressão que você acaba de assinar."