Pichetti Rui Vilani  Inez Trentin Zandoná    Outros

Imagem Ilustrativa

Normalmente, temos um histórico familiar, que nos leva a conhecer somente até a nossa terceira geração. Traduzindo para o português mais claro, quer dizer, que o máximo que eu vou lembrar, é de meu avô ou da minha avó..., isso considerando a árvore genealógica ascendente, é claro. Já   nos descendentes, iremos lembrar até de nossos netos. Bisnetos hoje estão em extinção, são raridades, porque quando o temos, já estamos no fim do pito e nossa condição mental, já não codifica muito essa de tataravó e nem o valor que significa.

Agora, quando digo lembrar, são os momentos em que convivemos juntos e principalmente, perto, vivendo e lembrando o tempo todo, por que   se estiver distante, as memórias serão inevitavelmente apagadas.  O tempo é um aliado, para esquecermos as coisas, ele apaga tudo. Isso me faz lembrar, de um ditado árabe que diz, “iazul... O tempo cuidará de tudo. Realmente, quanto mais longe, menos lembro... Menos guardo os tempos idos”.  

Hoje as famílias são reduzidas, não é como antigamente, era tanto filho, que se sumisse um, a gente nem dava falta, só ia detectar só no outro dia, brincadeiras a parte. 

E os parentes colaterais?  Tios, primos, sogras, primos de segundo grau, cunhadas, nora, genros, esses então, nem se fala, quando lembramos o nome deles, já tá bom demais.  Isso ocorrendo numa família  constituída dentro de um padrão considerado normal... Agora quando, a mulher teve um filho com o fulano, separa dele, casa ou junta  com outro, que já possui dois filhos, que por sua vez, já tinha um filho do primeiro casamento... Perceberam como é difícil juntar as peças para   decifrar esse enigma todo?   Vou parar por aqui, porque tá virando uma maçaroca danada...   Agora lembrar e conhecer todo mundo, tem de ser artista, artista não, tem que ser matemático. 

Hoje, o que acontece é o seguinte:  você se lembra de seu tio Zico?  Não... Ele morreu?  Morreu já tem uns dez anos... A gente... Não me falaram nada...  E do tio mané você se lembra?  Esse eu lembro... Ele morreu também?   Não, esse tá vivinho da silva... Perceberam amigos, como são as lembranças de nossos antepassados?  Então, vamos fazer com que, para que possamos ser lembrados, até terceira geração de descendentes, e lembrados pelas boas coisas que fizemos... Porque as lembranças por coisas ruins, também colaboram para um esquecimento mais rápido.