Pichetti Rui Vilani  Inez Trentin Zandoná    Outros

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Quando um dia, já, cansado, atordoado, pelos caminhos tortuosos que permeavam minha existência, e depois de enfrentar aqueles percausos de altos e baixos que cortejavam a minha áurea vivencial, e que ladeava o meu caminhar, resolvi então, tomar uma atitude, sob o entendimento de que a vida não é somente, olhar para o céu, e esperar que caia aquilo que buscamos, e sim, filtrar aquilo, que nínguem nunca encontrou...

Decididamente então, numa atitude ousada, me lancei a viajar, viajar, para um além imaginavel, que qualquer um poderia alcançar... Não fui de ônibus, não fui de avião, de trem, não fui um andarilho a vagar. Muito mais que isso, buscar a viagem dos sonhos, e decididamente, transcender à minha imaginação...

Busquei horizontes, e vi que eles são apenas horizontes, e quanto mais o buscamos, mais horizontes o encontramos, vi que era uma terra árida, e sem vida. Então, busquei amigos, numa terra de ninguém, e senti de que ali , esses amigos não acreditavam mais na pureza das pessoas... Fiquei decepcionado, e o que me restava..., continuar

Minha ronda. Busquei então, transpor montanhas e beber água pura para minha sede insaciável..., quase chorei, notei então, que aquela água, não tinha mais a pureza que fartava o meu desejo. E nesta jornada insana, mais uma vez, notei que minhas forças, iam sem querer, minando minha fragil resistência...

Busquei também, os conselhos dos mais sábios, e vi que eles, se entregavam as coisas da insapiência humana, procurei assim, o respeito da pessoas, e me espantei, aquilo era coisa obsoleta e ultrapassada para os dias que vivemos, procurei então, os ventos , e eles contestando minha odisséia, murmuravam furiosamente, me avisando que o caminho era estreito e sem volta...

Então, minha imaginação, buscava forças, para continuar, e cada minuto que passava, diminuia a intensidade daquilo que buscava. Pensei então, porque meus caminhos não se conectam aos meus anseios? O que busco? A cada instante que passava, batia o desânimo de encontrar a mim próprio...

E depois, vencido pelo cansaço, adormeci, e no meu mais alto e profundo sono, ouvi uma voz suave e meiga, dizer: que procuras filho? Porque viajas sem rumo se seu caminho está à sua frente ? E aos poucos, que voz ia me tocando, me ensinando, vens a mim, que eu matarei sua sede,vem a mim, e saciarei sua vida de coisas que jamais encontraras no mundo que procuras...

Então me transcendi, senti o fraco dos fracos, o incompetente dos incompetentes..... Fechei os meus olhos lacrimejantes, e tentei responder, mas o brilho da luz era intenso e suave, que comecei a levitar...  Sem dizer nada, me vi envolto numa áurea do sonho da alma...

E disse senhor, senhor, me deixa ver teus olhos, e ele me respondeu, meus olhos estão nos seus, minha presença está no miseravél que você se nega a aceitar, a minha estrada é a sua estrada, só que você nela, nem quer passar...

E a voz a cada instante, suavemente, me dizia,me busque no teu próximo que me encontrarás, mas mesmo assim, levanta-te meu filho..., os meus braços estão abertos para te abraçar.