Pichetti Rui Vilani  Inez Trentin Zandoná    Outros

Imagem Ilustrativa

Existe a expressão popular que diz: santo de casa não faz milagre... isso é uma realidade inconteste de nossas andanças por ai... aqui mesmo em nossa cidade, existem vários talentos em vários seguimentos, que são conhecidos pela população, até mesmo por tratar-se de cidade interiorana, onde muitos se conhecem mutuamente... mas, reconhecidos pelos trabalhos reais que prestam ao município ou por seus feitos elevando o nome de nossa cidade... não.

Aí entra: “santo de casa não faz milagre”. Em épocas especiais, como as vésperas de eleições, distribuem-se por ai, alguns títulos de moção de louvor, aplauso, ou seja, evidenciando claramente de que o sentido daquilo é politico ou então de barganhar alguma coisa.

Estendem essa distribuição para pessoas recém-chegadas ao nosso município, que nem histórico tem, mas que são conhecidas nos ambientes de nossa socialite... o que falo aqui é uma realidade existente, implantada e cultivada há vários tempos... não se trata de invenção não.

Trabalhei numa empresa da região por vários anos e teve um ano que fui testemunho da veracidade do que estou escrevendo... recebi um título de moção pelo correio, caracterizando que participei de um pacote, onde todos os empregados receberam isso... pra mim, perdeu o sentido, até mesmo porque não me sentia enquadrado dentro de uma condição protocolar estabelecida para receber um título daquele. Quer me parecer que a distribuição foi por atacado, sem o real significado que ela tem.

Vejo que temos artistas de talento aqui que, pelo menos nesses 20 anos que moro nesta cidade, nunca foram agraciados com um título de reconhecimento, pelo que realmente são e desenvolvem pelo nosso município.

Inclusive empresários, mulheres talentosas, que ajudam no desenvolvimento de nossa cidade, pequeno produtor, professores, pessoas físicas ambulantes, artesões, pintores talentosos, radialistas brilhantes, esportistas, todos agregam a pujança desse povo desbravador e corajoso que ajudaram a construir o que temos e vemos hoje, tijolo por tijolo, inclusive quando na época não era tudo fácil como é hoje.

Sem querer banalizar esta causa, sugiro aquelas pessoas que fazem parte de uma comissão para eleger estes reais guerreiros usarem critérios outros que não parciais, para que realmente, possamos aplicar a justiça meritória de valorização, tanto para os que elegem como os elegidos.

Vamos mudar o sentido real de valorização, com isso podemos, transformar, mudar este jargão e implantar um melhor, de que santo de casa faz milagre sim.