Pichetti Rui Vilani  Inez Trentin Zandoná    Outros

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Com algo em torno de 65.000 mil homicídios por ano, infelizmente, o Brasil vive na prática uma guerra civil que mata mais que qualquer “guerra oficial” na face da terra.

A sociedade brasileira continua sendo desigual, discriminatória e violenta, residindo neste nefasto tripé, algumas das causas da violência descontrolada que multiplica-se pelo país afora.

Soma-se a elas a desestruturação do núcleo familiar, a elevada evasão escolar e o apelo dos carteis do tráfico e temos a “receita ideal” para o genocídio epidêmico da sociedade que vitimiza especialmente homens, na faixa etária dos 15 a 25 anos.

Nosso país ocupa a décima posição no ranking dos países que mais matam por armas de fogo, conforme atestam dados da Organização Mundial da Saúde. A violência é um fenômeno comportamental complexo, cuja agressividade remonta às bases históricas da colonização, atingindo todas as camadas da sociedade, traduzindo-se em flagelo social.

A explosão demográfica, causa pressão por infraestrutura e aumenta a disputa por empregos, gerando, especialmente nas periferias dos centros urbanos, aumento nas demandas sociais por trabalho e moradia, acelerando a manifestação dos delitos de toda ordem e da criminalidade.

O sistema escolar é sabidamente deficitário. Além disso, enquanto os pais tentam trabalhos, ou muitas vezes “bicos” informais para manter a subsistência familiar as crianças ficam desamparadas, entregues à própria sorte.

Para reduzir gradualmente os níveis de violência, entendemos que o investimento em educação inclusiva e de qualidade é o caminho mais seguro, oferecendo assim, uma salvaguarda para os indivíduos obter melhores empregos, ficando menos vulnerais ao crime e ampliando e fortalecendo seus elos sociais e civilizatórios.

O caminho é longo mas plenamente acessível. Nossa sociedade necessita iniciar um ciclo virtuoso, independente de ideologias, para desenvolver plenamente suas potencialidades e reduzir suas mazelas sociais, dentre as quais, o inaceitável holocausto de nossa juventude.

Luiz Omar Pichetti
Engº Agrônomo
Acadêmico de Direito – UNEMAT