Pichetti Rui Vilani  Inez Trentin Zandoná    Outros

Imagem Ilustrativa

Repentinamente um vírus microscópio e praticamente desconhecido, surge de forma inesperada na misteriosa China e obriga-nos, e o mundo todo, a “Frear Bruscamente”, a mudar nossa dinâmica de vida, sob a ameaça assustadora de uma irreversível pandemia. Fomos compulsoriamente submetidos a um toque de recolher!

O mercado, expoente maior do capitalismo, dobra-se ao minúsculo vírus. O isolamento social reduz postos de empregos formais e informais. Repentinamente fomos apresentados ao Home Office, mudando as relações trabalhistas.

A indústria do lazer e entretenimento é a primeira a sentir o golpe. Nada de futebol, fórmula 1, cinemas coletivos, teatros, aglomerações de qualquer natureza. Na “Ditadura” da pandemia o álcool em gel, máscaras e luvas impõem-se como vedetes em ascensão!...

O mistério, o medo, as dúvidas, martelam nossas cabeças e se multiplicam. O difícil é saber onde esconde-se o inimigo: na chave, no celular, na maçaneta, na mão do amigo...

Os questionamentos multiplicam-se: as notícias do exterior atemorizam, a imprensa potencializa o problema através de projeções catastróficas. No isolamento dos nossos pensamentos, somos induzidos a vivenciar momentos tensos, povoados por fantasmas que nos vigiam...

Além disso, outros espectros povoam nossos pensamentos, estes mais palpáveis, como o desemprego em massa, a recessão, a fome e a morte!

Isolamento horizontal ou vertical?

Morte pelo COVID-19 ou tendência de morte pela submissão a crise mundial?

Definitivamente caminhamos sobre a afiada lâmina da navalha! Qualquer desequilíbrio pode ser fatal!

Resta-nos a fé, e nisso somos pródigos, de acreditar que uma força divina ilumine nossos cientistas, na busca desesperada por vacina capaz de deter o vírus.

Ciência e fé, fé e ciência, nelas repousam nossas esperanças. Isso demonstra o quão somos ínfimos e frágeis, perante a grandiosidade e os desafios do universo.

Luiz Omar Pichetti
Engenheiro Agrônomo
Acadêmico de Direito