Pichetti Rui Vilani  Inez Trentin Zandoná    Outros

Imagem Ilustrativa

A partir da década de 1960, o Brasil experimentou um intenso crescimento das cidades, de tal forma que atualmente 87% da população é urbana. Este processo de concentração humana acabou por destruir inúmeras áreas naturais, causando impactos biológicos como impermeabilização do solo, processos erosivos e elevação da temperatura ambiente.

Para minimizar os aspectos negativos naturais causados pelo próprio homem, a arborização urbana tem se mostrado como medida eficiente e com múltiplos benefícios, tais como paisagismo, sombreamento, redução das poluições sonora e atmosférica, proteção contra ventos, absorção dos raios solares, atração e ambientação para inúmeras espécies de aves.

Mais que isso, as árvores urbanas ajudam a combater a obesidade e a depressão, na medida em que aumentam o bem-estar e diminuem a incidência de asma e doenças cardíacas em seus habitantes.

Estudos promovidos pela Organização “The Nature Conservancy”, concluiu que as árvores urbanas são importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, por trazer a natureza de volta para os centros urbanos.

Mais que um luxo, a arborização urbana constitui-se em elemento essencial para uma comunidade saudável e uma estratégia fundamental para a promoção da saúde pública, tanto que a Organizações das Nações Unidas – ONU, recomenda como ideal, 36 metros quadrados de área verde por habitante, o equivalente a 3 árvores por morador.

Pelo exposto, o planejamento e a gestão pública tem papel preponderante no desenvolvimento sustentável urbano, tornando efetiva e eficiente a prática de arborização, a exemplo daquilo que ocorre em nossa cidade. No entanto, a participação da população é fundamental, tomando consciência, cobrando e, principalmente participando do processo, cujos benefícios são coletivos.

Luiz Omar Pichetti
Engº Agrônomo
Acadêmico de Direito