Pichetti Rui Vilani  Inez Trentin Zandoná    Outros

A crise causada pela pandemia fez com que as pessoas buscassem soluções coletivas, uma mudança que atingiu inclusive os centros urbanos, onde as cooperativas ganharão mais espaço em 2022

Foto: Dialum Assessoria

Após dois anos de incertezas, o mundo começa a dar os próximos passos, rumo a um novo momento e para a economia brasileira, o ano de 2022 será repleto de desafios, mas com projeção de crescimento, mesmo que modesto. E é justamente, neste contexto de retomada econômica que as cooperativas possuem a oportunidade de se tornarem protagonistas.

A crise causada pela pandemia fez com que as pessoas buscassem soluções coletivas, uma mudança que atingiu inclusive os centros urbanos, onde as cooperativas tinham mais dificuldades de inserção em comparação com cidades do interior.

Diante de tantas variáveis e incertezas sobre o futuro, faz-se necessário às cooperativas antever cenários para atuar nas melhores oportunidades. O Brasil conta com quase 6 mil cooperativas, que agregam mais de 15 milhões de cooperados. Esses números representam um impacto importante na economia nacional.

Segundo levantamento recente conduzido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), tomando por base dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os municípios brasileiros que têm a presença efetiva de cooperativas apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio de 0,701 contra 0,666 para cidades não servidas.

O fato demonstra que o cooperativismo tende a ser um dos grandes impulsionadores da economia em 2022, especialmente com os aprendizados trazidos pela pandemia ao longo dos últimos anos. A participação em cooperativas torna o jogo mais justo. Diferente dos modelos empresariais tradicionais, onde a organização precisa rentabilizar com o cliente para pagar um “prêmio” ao investidor, nas cooperativas o próprio cliente é o dono do negócio e este só existe para servi-lo adequadamente e a um preço justo.

Aí está uma das grandes vantagens do cooperativismo de crédito. As pessoas não são clientes, mas sim sócios, que obtêm lucros com a rentabilidade do negócio. É assim que funciona o Sicredi, em que o associado possui voz na hora das decisões que irão definir os rumos da instituição financeira, assim como terá direito na participação nos resultados, acesso a produtos e serviços financeiros a taxa de juros mais baixa do que às oferecidas no mercado.

Para se ter ideia do crescimento do mercado para cooperativas de crédito neste período de crise, em 2021, a Cooperativa Sicredi Integração MT/AP/PA obteve o maior resultado da história da instituição financeira. O montante de R$ 34,2 milhões, que estará à disposição dos associados para que deliberem sobre a destinação do recurso em assembleia, que ocorrerá de 4 a 11 de abril.

O presidente da Cooperativa Sicredi Integração MT/AP/PA, Marco Tulio, reforça que a soma é sinal de muito trabalho e da participação dos associados. Ele pontua que o resultado fica na região cooperando com o desenvolvimento local gerando emprego e renda. “A destinação dos resultados é decidida pelos associados em assembleia e o montante é reinvestido na própria região e distribuído entre os associados, fazendo com que o dinheiro permaneça na mesma região”, explica o presidente.

 

CLIQUE AQUI E PARTICIPE DE NOSSOS GRUPOS DE WHATSAPP