Pichetti Rui Vilani  Inez Trentin Zandoná    Outros

Imagem Ilustrativa

Quem não tem condições de construir a casa própria e precisa morar de aluguel está "apertando o cinto" nas outras despesas domésticas para conseguir vencer o valor da moradia em Água Boa.

O efeito se deve ao grande volume de inquilinos à procura de casas e a pouca oferta de imóveis para alugar. E a população só tende a crescer devido aos investimentos empresariais alavancados pela iminente chegada da ferrovia.

Casas de 2 quartos com 1 banheiro em bairros cheios estão custando na faixa de R$1 mil reais por mes. Algumas residências mais afastadas podem baixar um pouco. No entanto, segundo se percebe nos grupos de busca, não há imóveis disponíveis.

Casas mais chiques podem chegar a R$5 mil reais mensais, enquanto algumas quitinetes, algumas com salubridade questionável, de piso queimado, pátio na terra, rachadas, sem forro, com tijolos expostos e empoeiradas, custam no mínimo R$ 700 reais.

Se somados os custos da Água em média R$50 reais, energia que varia de R$120 a R$600 reais (se ligar um condicionador de ar) e internet na faixa de R$100, o custo de vida ultrapassa o salário mínimo, restando pouquíssimo para alimentação.

A cidade até tem fama de melhores salários em relação a região, mas o fenômeno econômico no setor imobiliário tem desequilibrado esse ecosistema.

A solução seriam mais investimentos em casas e condomínos para alugar. O crescimento da oferta geraria, em teoria, um certa concorrência de preços que poderia abaixar ou manter os valores razoáveis em relação a receita dos inquilínos.

Porém, com o atraso na aprovação do novo plano diretor do município, novos loteamentos e novas casas estarão disponíveis para obra apenas a partir de 2023, se o executivo e legislativo se entenderem em 2022.

Enquanto isso, é preciso contar com investimentos nos lotes disponíveis no mercado atual, na faixa de R$ 60 mil o ágio. E quem puder faça imóveis para morar. Se puder um pouco mais, faça outros para alugar. No final e com razão, não poderão ter um aluguel mais em conta, devido ao alto investimento de lote e obra.

Encerrando 2021, o setor de casas da construtora Echer no bairro uiiversitário está cheio de casas populares. As que estão prontas e vendidas já estão ocupadas. Muitas alugadas entre R$850 a R$950 reais.

Resta saber se esse "boom" que vem favorecendo os donos de imóveis alugados é proveitoso para a cidade em escala geral, ou pode trazer outras consequências como o afastamento de mão-de-obra e outros empreendimentos.