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Foto: Assessoria

A pandemia da Covid-19 atingiu fortemente diversos setores da economia e profissionais e com a advocacia não foi diferente. Com o fechamento do Judiciário, devido aos decretos de lockdown, muitos advogados e advogadas não conseguiram dar andamento aos processos de clientes e não tiveram amparo da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT).

A advogada Luciana Portela, que atua há 17 anos em Cuiabá, diz que não se sentiu representada durante a pandemia. “Me senti desamparada. Hoje o Judiciário se tornou digital e veio novamente o receio de não ter minhas prerrogativas. Como poderíamos acessar o magistrado, por exemplo? Ninguém nos orientou, ficamos à deriva”, afirma.

Para ela, agora não é momento de a atual gestão fazer promessas. “Quem está no poder não tem que mostrar propostas, tem que mostrar o que já fez pela advocacia”, pontua.

João Carlos Hidalgo Thomé, advogado em Tangará da Serra, defende a renovação da OAB-MT por que acredita que a alternância de poder faz parte da democracia e, também, pela ineficiência desta gestão durante a pandemia.

“Defendo a renovação porque nesta Era da Pandemia ficou demonstrado o distanciamento da Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, com ausência absoluta de atuação firme junto ao Poder Judiciário em defesa dos interesses profissionais da advocacia e da sociedade”, manifestou em carta aberta.

O jovem advogado de Rondonópolis, Bruno César Brandão Prado, que está há três anos e meio na profissão, reforça a necessidade de mais apoio à categoria, especialmente para quem está iniciando o caminho da advocacia e fala sobre desamparo durante a pandemia.

“Acredito que a OAB-MT poderia fazer muito mais para auxiliar quem está no início de carreira. Além disso, o impacto e as consequências da pandemia foram devastadores. Vários órgãos ficaram fechados por muito tempo e tivemos outras restrições e, a meu ver, a entidade poderia ter agido para resguardar as prerrogativas dos advogados e também a democracia, no que se refere às liberdades individuais”, afirma.