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Recentemente Água Boa e região têm sofrido com constantes quedas ou redução da banda larga de internet de algumas empresas regionais, causando a insatisfação de clientes e prejudicando o trabalho e o entretenimento de muitos.

De um lado, os clientes reclamam e montam grupos no whatsapp para pressionar os provedores a melhorarem os serviços. De outro, as empresas se defendem argumentando sobre as problemáticas externas que sofrem.

E essa Internet.

Se de repente sua Internet para e logo volta e no seu amigo também a mesma coisa, xii! meu provedor #$@, .Ops! Calma, seu provedor está empenhando em fazer tudo de melhor por você, entretanto as empresas provedoras de Internet têm sofrido constantemente com os chamados ataques de Negação de Serviço Distribuído (DDoS, na sigla em inglês). 

Nesse tipo de ação criminosa, milhares de bots (robôs provindos da internet) forçam tentativas de acesso aos servidores das empresas simultaneamente e ininterruptamente. Devido à súbita sobrecarga, o acesso à internet fica prejudicado.

O ataque visa impedir o provedor vítima de conectar seus usuários à rede mundial de computadores e causar transtornos aos clientes. Buscando paralisar serviços essenciais, como farmácias, emissão de nota fiscal, impossibilitando o acesso a informação e conexões por meio da rede.
Esses casos já possuem procedimentos legais, e são registrados por boletim de ocorrência na Polícia Federal e Polícia Civil, que investigam todos os ataques. 

O Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), ligado ao Ministério da Justiça, é o responsável por realizar pesquisa e análise de dados informáticos e extração de dados lógicos em evidências existentes no tráfego ilegal.

O ataque não se trata de uma invasão do sistema e nem de roubo de dados da empresa provedora de internet vítima, mas sim da sua invalidação por sobrecarga na rede “um congestionamento de rede". 

Não existe risco de perda de dados, acesso ou invasão aos dispositivos da empresa o dos clientes por este tipo de ataque, é simplesmente um congestionamento do circuito de rede ou da capacidade de carga do sistema.

O crime de interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública está previsto na Lei 12.737/12 e a pena chega a três anos de prisão. 

Recentemente uma das ações de investigação da Policia Civil especializada (Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos - Dercc), realizou a prisão de um empresário de 31 anos suspeito de aplicar golpes a operadoras de internet e causar prejuízo a operadoras de todo o país, ele coordenava ataques a essas empresas, os quais só cessavam mediante pagamento.   

Segundo as investigações, o preso era morador de Goiânia e tem uma empresa, que também é uma provedora de internet, no Setor Santos Dumont.  As apurações indicaram que ele usava o codinome de “Guerreiro” para hackear as concorrentes, impedindo que elas conseguissem fornecer o serviço aos seus clientes.

Veja a matéria do G1 abaixo sobre um desses ataques:

Suspeito de ataques a operadoras de internet é preso em Goiânia

A Polícia Civil prendeu, em Goiânia, um empresário de 31 anos suspeito de aplicar golpes a operadoras de internet e causar prejuízo a operadoras de todo o país. Segundo as investigações, Alexandre Pereira Barros coordenava ataques a essas empresas, os quais só cessavam mediante pagamento. Ele teria causado prejuízos de até R$ 80 mil a uma das vítimas e de R$ 150 mil a outra.

Advogado que representa o empresário, Thiago Huascar afirmou que seu cliente se declara inocente e que "essas acusações são movidas por empresas do mesmo ramo que, em virtude de briga por mercado, estão tentando tirá-lo do mercado de provedores de internet".

De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), a prisão aconteceu na terça-feira (29.09.2020) após a Polícia Civil do Tocantins encerrar investigações sobre o suspeito e conseguir um mandado de prisão preventiva contra o alvo – que já havia sido preso antes de forma temporária, mas teve a preventiva negada pela Justiça à época.

Segundo as investigações, o preso mora em Goiânia e tem uma empresa, que também é uma provedora de internet, no Setor Santos Dumont. As apurações indicaram que ele usava o codinome de “Guerreiro” para hackear as concorrentes, impedindo que elas conseguissem fornecer o serviço aos seus clientes.

"Já está mais do que comprovado de que ele atuava como 'Guerreiro'. Com esse codinome, ele é conhecido na DarkWeb por comercializar ferramentas usadas para hackear vítimas", disse a delegada Sabrina Leles, responsável pelo caso.

A Polícia Civil também apurou que o autor só cessava os ataques após a empresa passar a ele um valor em criptomoedas. A delegada contou que, em um dos ataques mais recentes, a vítima teve de pagar o equivalente a R$ 4 mil.

Segundo a corporação, os ataques causaram grandes prejuízos às operadoras vítimas, porque perderam diversos clientes por causa dos golpes.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem tinha um grupo em uma rede social de mensagens chamado “Escritório do Guerreiro”, por meio do qual ele e colegas trocavam ideias sobre como realizar os ataques cibernéticos a essas e outras vítimas.

A delegada afirmou que deve concluir os inquéritos contra o preso nos próximos dias e pedir novamente a prisão preventiva dele em Goiás.

Por enquanto, o preso está no Complexo Prisional em Aparecida de Goiânia, mas deve ser levado para o Tocantins, de onde é o mandado de prisão preventiva expedido contra ele.

Operação Attack Mestre

Deflagrada no final de agosto, a operação Attack Mestre prendeu o mesmo investigado, em Goiás, e outro, apontado como comparsa dele, em São Paulo.

As investigações revelaram que os suspeitos têm conhecimentos avançados no campo da tecnologia da informação e faziam uso de uma estrutura extremamente complexa, dotada de uma rede com diversos computadores infectados por "Bots", popularmente conhecida como "zumbis".

À época, a delegada recebeu ligações de vários delegados de outros estados que suspeitaram de que o mesmo investigado pudesse estar atuando também nos seus respectivos estados. No entanto, desde então, as únicas investigações que o apontaram como suspeito foram as de Goiás e Tocantins.

Nessa operação, foram apreendidos servidores de um dos suspeitos, notebooks, pen drives e valores em espécie.