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imagem ilustrativa

Se analisarmos a história de Água Boa com calma, verificaremos que a liderança feminina nos mais diversos segmentos sociais ainda é muito tímida. São raras as mulheres aguaboenses que assumiram ou assumem atualmente cargos em uma entidade representativa ou até mesmo de gestora pública. Há de se questionar o porquê as mulheres de nosso município ainda não despertaram a vontade de abraçar essa representatividade. Será por medo? Por falta de oportunidades ou porque somos excluídas e deixamos os homens continuar liderando?

É importante que o empoderamento se torne mais presente nas mulheres em Água Boa para que tenhamos uma sociedade mais justa, com a promoção da aceitação e da tolerância a toda e qualquer diferença existente entre o homem e a mulher. Mas afinal, o que é esse empoderamento feminino de que tanto se fala? O dicionário nos remete ao seguinte: empoderar é o ato de conceder o poder de participação social às mulheres, garantindo que possam estar cientes sobre a luta pelos seus direitos, como a total igualdade entre os gêneros. Ao compreender esse empoderamento, é perceptível que temos muitos espaços nas associações e demais entidades de Água Boa no qual podemos ser grandes líderes, porém vejo que vivemos encapsuladas e não nos desvencilhamos ainda de superar a tal incógnita de que o gênero feminino ainda não superou as diferenças enraizadas entre o poder feminino, e o poder masculino existente na sociedade. Aqui a mulher permanece inerte em seus afazeres domésticos ou em seu trabalho no comércio local. As mulheres devem se ater de que a liderança feminina promove a igualdade de gênero, abre oportunidades iguais no mercado de trabalho e isso é muito bom para a classe feminina.

Observo que nos cargos políticos em nosso município, apesar de nunca termos uma gestora mulher, temos avançado, já conquistamos o cargo de uma vice prefeita, mas no Legislativo apenas uma mulher ocupa uma cadeira. As mulheres que se candidataram a uma cadeira no Legislativo em Água Boa nas últimas eleições, uma boa parcela foi apenas para preencher o cociente de representatividade do partido ao qual eram filiadas e não com o objetivo de se elegerem. Aí vem a pergunta: será que não estamos preparadas para assumir mais cargos ou um cargo maior? Constato que em Água Boa muitas mulheres líderes, pois já provaram com trabalhos prestados na comunidade, que tem potencial para exercer tais funções, mas que não o fazem, talvez por que por trás disso ainda predomine o machismo de muitas lideranças masculinas.

Acredito que o caminho da mulher aguaboense, no quesito liderança, ainda é longo, temos muito para conquistar. Cada questionamento acima citado é muito importante para que as mulheres de Água Boa tenham cada vez mais protagonismo social e poder de persuasão sobre suas próprias vidas e com isso se tornarem líderes natas para assumir grandes cargos em nosso meio. Ainda quero questionar a mulher aguaboense: Você se considera uma mulher líder? Já pratica algumas ações em Água Boa? Tenho ciência de que potencial todas temos, basta aceitar os desafios. Se envolva, participe, ajude a mudar a história de Água Boa. Somos capazes!

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Inez Trentin Zandoná é professora graduada em Letras;  Especialista em Metodologia do Ensino de Português; Especialista em Planejamento Educacional e Especialista em Docência do Ensino Superior. Fundadora da Associação de Senhoras de Rotarianos de Água Boa; Coordenadora Distrital das ASR 2015/2016 e idealizadora do Projeto Ateliê Costura do Bem.