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Foto: ReproduçãoSe é uma premissa que não deixa dúvida, é esta: somente damos valor a uma determinada coisa, quando a perdemos ou quando não conseguimos tê-la. Vocês já prestaram a atenção nisso? Vamos dar como exemplo, uma coisa simples e comum em nossa vidas: quando tomamos banho, nem lembramos que ele existe, então passa ser um hábito normal, que não nos suscita nada de especial... Mas supomos que quando nesse mesmo banho, não existe o chuveiro, e temos que lavar nosso corpo, usando uma bacia de agua, então, já começamos a sentir falta do chuveiro e dar o devido valor a ele.

Quando essa água da bacia está fria... A coisa piora... , e se neste mesmo banho, de bacia é claro, nossa mão estiver enfaixada, sem que possa molhar, aí piora mais ainda... E quando não existe aquele sabonete cheiroso e sim, somente sabão de cinza ou de bola, feito de soda caústica, daqueles que você passa no corpo, ele mata piolho, caspas, cura bicheiras, etc.etc.... Isso, quando não arranca as sardas todas que existem em você.

E a bucha? Vocês já viram falar em palha de espiga de milho seca com sabugo e tudo mais... Não? Deixa isso pra lá..., Finalmente, você sai do suplício e masoquismo de seu banho, literalmente limpo, mas psicologicamente arrasado. Pior de quando entrou... E seguindo minha linha de raciocinio real, você tem todo o direito de pensar, e pense , é muito azar do cara, isso não é um banho é um teste de sobrevivência.

Então neste exato momento, você começa a valorizar o seu chuveirinho, mesmo que ele esquente a agua mais que o normal, ou, que saia uma fumacinha em cima, não tem problemas não; começa valorizar a bucha, que seja aquela de lavar pratos, mas muito mais decente do que palhas de milho... Começa a valorizar um jato de água morninha e assim, por diante.

Vou dar um outro exemplo de valorização: alguém já dormiu num colchão feito de retalhos de panos e sabugos de milho? Era terrivel..., Pra quem tinha asma, era uma beleza, uma beleza não, era uma tentativa de homicidio doloso, sufocava a garganta que nem balão de oxigênio desentupia... Alérgia então, dava até nos pés da cama, que era de ferro e rangia a noite toda, parecia assombração... E nós sobrevivemos... Então a partir daí, você começa a valorizar, aquele colchãozinho, de capim mombeca que você tem, ...

Aquele que quanto mais você dorme num lugar só, mais ele afunda, criando uma valeta. Virar na cama, nem pensar, a gente não dá conta... Mas é muito melhor do que o sabugo do milho que de vez enquando lhe espetava as costas ou te dava torcicolos, isso quando não deslocava algumas vértebras.

Sem mais delongas, comecem a valorizar aquilo que vocês tem... Sem que necessáriamente falte em sua vida... Espôsa, filhos, pais, casa, carros etc.etc. E você viverá bem melhor.