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Foto: AssessoriaFoto: AssessoriaMesmo enfrentando demandas judiciais em sua principal fazenda, além de cumprir rigorosamente com o plano de Recuperação Judicial aprovado em Assembleia, o Grupo JPupin irá gerar um volume de negócios no valor de R$ 250 milhões em 2019.

A Fazenda Marabá, localizada no município de Campo Verde, é composta por 16 matrículas e possui 17 mil hectares agricultáveis e mais área de reserva ambiental, dos quais apenas 3.300 hectares estão envolvidos em uma disputa judicial relativa a propriedade da área. Os demais 13.700 hectares permanecem sob controle do Grupo JPupin e estão em franca produção de milho, algodão e soja.

De acordo com o CEO do Grupo, Marcio Felix, a JPupin finaliza a colheita do algodão e do milho e se prepara para o início do plantio da soja. A colheita, tanto do milho quanto do algodão, termina agora no mês de agosto. Com o milho, estão sendo colhidos 110 sacas/ha em 6.900 hectares plantados. Já com o algodão, a produtividade da Marabá chegou a 300 arrobas/ha em três mil hectares plantados. A safra de soja, que tem início em 25 de setembro, será semeada em uma área de 12 mil hectares.

“É a nossa melhor produtividade em 10 anos”, destaca Marcio Felix. O executivo é ainda mais otimista em relação a próxima safra, 2019/2020. Ele aponta que a meta para a fazenda é usar seis mil hectares para o plantio do milho e ampliar a área de algodão para 8.500 hectares.

Além das safras de milho, soja e algodão, a Marabá atua na agroindústria, com uma algodoeira que presta serviços e realiza o beneficiamento de 40 mil hectares de algodão, que é entregue em pluma, direto para a indústria de tecelagem. De acordo com Felix, a fazenda gera 290 empregos diretos, sendo 110 colaboradores residem na propriedade. Atualmente, a Marabá opera em parceria com a Pedra Preta Agropecuária.

A nova direção do Grupo tem investido em gestão e na valorização dos recursos humanos, especialmente na mão de obra feminina. Uma das metas do JPupin é possuir um corpo de colaboradores 50% feminino em um prazo de dois anos.

No próximo dia 07 se agosto, o JPupin recebe da Associação Mato-grossense do Algodão-AMPA o prêmio Semeando o Bem, pelo projeto Academia de Líderes, que tem o objetivo de desenvolver ações que despertem o espírito de liderança entre os colaboradores do grupo.

ACORDO APÓS 10 ANOS

Recentemente o Grupo JPupin encerrou uma disputa judicial que se arrastava há 10 anos. Foi firmado um acordo, já homologado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), relativa a Fazenda GMB, de 57 mil hectares, localizada no município de Paranatinga. A disputa pela propriedade da terra teve início há 10 anos,  após o fim de um arrendamento e envolvia três grupos.

Pelo acordo, o Grupo fica com 15.950 hectares, sendo 7.950 hectares de áreas agricultáveis e 8 mil de área de reserva ambiental (cuja matricula da fazenda e 6336).O Grupo Martinelli ficará com 17 mil hectares, sendo 8 mil agricultáveis e 9 mil de reserva (matricula 6335) e a terceira parte, Rovilho Mascharello ficará com 23 mil hectares, entre área agricultável e reserva ambiental.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A recuperação judicial do Grupo JPupin já foi homologada, apenas algumas decisões em relação a créditos estão em discussão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Após o pedido de recuperação judicial, a JPupin, um grupo familiar, implantou uma gestão profissional, que promoveu uma completa reestruturação na gestão e nas ações do grupo, promovendo um controle e economia de gastos, enxugamento de ações, tendo como consequência o comprimento dos compromissos financeiros assumidos no plano de recuperação judicial.

O grupo JPupin é composto pelas empresas Armazéns Gerais Marabá Ltda., Marabá Agroindustrial e Nutrição Animal Ltda., JPupin Indústria de Óleos Ltda., JPupin Reflorestamento Ltda., Marabá Construções Ltda. e Cotton Brasil Agricultura Ltda.