Live da Acrimat reuniu experiência e conhecimento acadêmico para tratar de tema que aguça a curiosidade do produtor: como aumentar os ganhos realizando a suplementação correta.

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Na noite desta terça (25) a Associação dos Criadores de Mato Groso (Acrimat) reuniu na sua 15ª webinar dois dos mais experientes pecuaristas do estado, Amarildo Merotti e Aldo Rezende Telles, para debater o tema “Suplementação na recria e engorda: o que preciso saber para ganhar mais dinheiro” com o reconhecido zootecnista Flávio Dutra de Resende, coordenador do projeto Boi 777 e dono de um dos currículos mais laureados da área.

Amarildo, vice-presidente da Acrimat, é reconhecidamente um dos produtores de maior êxito não só de MT, mas do país. Um entusiasta da atividade pecuária, Merotti possui três propriedades com mais de 4,5 mil hectares e rebanho de nove mil cabeças[a1] . Nelas, foca na recria e na terminação bovina de gado nelore, e criou um sistema de engorda eficiente que o possibilita atingir 22 arrobas no abate.

“Nas minhas fazendas, eu abato o bovino com dois anos e 22 arrobas. Isso é produtividade. Somos muito mais eficientes do que outros países, pois produzimos mais em menos área”, destaca o vice-presidente da Acrimat.

Aldo Rezende é um dos diretores da Acrimat e dono de três propriedades em MT, a mais recente adquirida no município de Poconé. “Nosso ramo é um ramo difícil, e quem vence na agropecuária é um guerreiro que venceria em qualquer outra atividade,

Antes eu gerenciava meu negócio no ‘olhômetro’, mas há pouco mais de cinco anos percebi a necessidade da assistência técnica, da capacitação, dos estudos, aconselhado por pessoas como o Amarildo; e hoje, com o auxílio de uma empresa especializada e com meus filhos a frente da administração de nossos negócios, obtivemos maior sucesso em nossa atividade”.

Suplementação

Flávio Dutra iniciou sua explanação destacando que ele, assim como seus colegas de profissão, que trabalham com números, baseados em pesquisas, com intuito de apontar ao pecuarista qual caminho seguir. “Mas eu quero chamar atenção para algo que vejo como grande problema da pecuária hoje no Brasil, que é a falta de gestão nas fazendas. Então primeiramente temos que ter um planejamento.

Após essa introdução, Dutra disse que entrando na recria, é essencial que o pecuarista já tenha quais estratégias ele vai usar. “E para a gente hoje já está muito bem desenhado quais são essas estratégias: se eu peguei um bezerro no período da seca, eu tenho que colocar ele, normalmente entre o final de junho até outubro, ele estando no pasto, ter uma meta de pelas duas arrobas, porque se eu não ‘colocar’ essas arrobas no bezerro nessa fase, dificilmente eu vou conseguir diluir esse ágio”. A seguir, disse que o problema é conseguir colocar essas arrobas no período da seca, e mesmo com ferramentas para isso, como o aumento do uso de ração, porém o resultado é um custo de arroba engordada mais cara.

Adiante, os participantes falaram sobre a suplementação de bovinos em pastejo como alternativa viável, complementando o déficit de nutrientes que os pastos apresentam em algumas fases do ano; uso de sistemas de produção eficientes que atendam às exigências nutricionais dos animais na recria em até 12 meses, iniciando a fase de terminação com animais mais pesados e consequentemente abatendo animais jovens (até 24 meses) e com carne de qualidade, através do uso de tecnologias; compreensão da importância da nutrição adequada na recria, bem como a importância da mesma para o sucesso do sistema de produção.

Abordaram ainda quais os principais desafios dentro do sistema de produção a pasto, e como suprir adequadamente as exigências nutricionais do animal ao longo das diferentes fases de crescimento, e como lidar com o pasto, quando este apresentar limitações nutricionais em determinadas épocas do ano, como na época da seca.

Dentre os diversos pontos abordados, os participantes da live retomavam discussões em torno de sistemas de produção de bovinos baseado em pasto que buscam aprimorar o desempenho animal, aumentando seu ganho por área, utilizando de forma racional os recursos ao dispor do pecuarista, tendo em vista que a produtividade e o nível de desempenho podem ser incrementados com a adoção de tecnologias como suplementação e manejo do pasto, uso de aditivos e melhoria genética do rebanho, entre outros.

Webinar Acrimat

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