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Quase um terço dos fertilizantes usados nas lavouras de soja em Mato Grosso (31,9%) foram reprovados em análises de laboratório. É o que aponta o resultado preliminar de uma pesquisa feita pela Associação dos Produtores de Soja e Milho  no estado (Aprosoja-MT) com amostras dos insumos coletadas em 386 fazendas. A ação faz parte de uma tradicional caravana técnica realizada pela entidade, que desde o mês de julho passou por propriedades rurais de 66 municípios espalhados pelas quatro regiões de Mato Grosso. Os insumos coletados foram encaminhados para análise química em laboratórios de referência no assunto, que apontaram uma ocorrência elevada de “produtos adulterados”.

De acordo com a Aprosoja-MT, “o resultado da análise é comparado com a garantia informada pelo fabricante. No laudo técnico, um consultor independente avalia cada amostra individualmente e considera todos os nutrientes informados da garantia pelo fabricante. O consultor considera a legislação vigente a qual os fertilizantes fazem parte, que é regida pelo Ministério da Agricultura, onde a lei destaca que, para um fertilizante ‘não conforme’ (reprovado), há uma tolerância entre o valor encontrado na análise química e o valor da garantia dada pelo fabricante”.

O resultado chamou a atenção de Lucas Beber, diretor administrativo da Aprosoja-MT, que reforça a importância da realização de análises antes de utilizar os insumos no campo. A gerente de sustentabilidade socioambiental da entidade, Marlene Lima, também orienta os agricultores a agirem rápido tanto no envio das amostras para análise, quanto em caso de adulteração comprovada.