AssessoriaIniciado com uma seletiva em 2016 pela empresa de ensino de línguas, Talk Idiomas, em parceria com a escola estadual Antônio Grohs, em Água Boa, o projeto cedeu 15 bolsas de estudo de inglês para o ano de 2017 e a meta de premiar o melhor aluno(a) com uma viagem para Europa, para o início de 2018, com os alunos particulares.

 Apesar dos esforços da escola na arrecadação de patrocínios para atingir a meta da viagem, o montante necessário não foi alcançado no decorrer de 2017, inviabilizando a participação do bolsista na excursão de 2018. No entanto, a Talk decidiu estender o projeto e continuar os esforços para a próxima viagem em 2019.

 Dos 15 alunos do inicio do programa, há 18 meses, hoje restam 5, devido a algumas desistências. "Houveram àqueles que concluíram o ensino médio e mudaram-se para outras cidades para iniciar curso superior" - explica o professor Márcio Ceretti, fundador da Talk.

 No início a Talk abriu um campanha online de arrrecadação no site  kickante  com detalhes sobre o projeto e o demonstrativo de despesas de mais de 39 mil reais. Com a ação a escola conseguiu pouco mais de 2.500 reais, reservados para o projeto.

Atualmente o programa "Jovens do Amanhã" está sendo totalmente custeado pela administração da TALK Idiomas, representada por Marcio Ceretti e Margarida Nunes Barreto. A expectativa é de que o montante seja alcançado, porém, não menos importante é a formação educacional destes alunos que melhora a cada semana.

 A TALK idiomas agradece a todos que contribuíram com programa em 2016 e 2017

Foto: Daniel Paranayba - ISA

O céu do Xingu fica coberto de nuvens durante boa parte do ano. As intensas chuvas do inverno amazônico, que vai de setembro a maio, impedem que os satélites monitorem as alterações no solo. E os desmatadores sabem disso: é nessa época que muitos aproveitam para destruir a floresta e evitar a fiscalização, pois acreditam que ninguém consegue enxergá-los.

Isso mudou. Desde janeiro, o ISA consegue detectar o desmatamento que acontece na Bacia do Xingu mesmo com intensa cobertura de nuvens. Por meio do Sistema de indicação por radar de desmatamento, o Sirad X, é possível monitorar a região durante o ano inteiro. “A pressão no Xingu está crescendo com a construção de empreendimentos, abertura de áreas para lavoura de grãos, intensificação da grilagem, roubo de madeira e mineração ilegal. Tomar uma medida para conseguir monitorar isso era urgente”, comenta Juan Doblas, assessor do ISA e especialista em geoprocessamento.

Enxergar através das nuvens confirmou que o ritmo de desmatamento no Xingu vem aumentando vertiginosamente. Em abril, 12.342 hectares foram derrubados, o dobro dos índices correspondentes ao mês de março. Na porção paraense, o desmatamento dentro de áreas protegidas é alarmante: dos 2.292 ha derrubados no estado, 215 foram em Terras Indígenas e 1.338 em Unidades de Conservação. A escassez dos recursos - sobretudo minério - nas regiões não protegidas, o preço crescente da terra regularizada e a fragilização dos órgãos estatais responsáveis pela proteção dessas áreas explica o avanço da exploração ilegal em TIs e UCs.

Tecnologia contra a destruição: do Xingu para a Amazônia

Rodrigo Balbueno, do Instituto Kabu, trabalha com monitoramento desde 2010 e acredita que o uso das imagens produzidas pelo Sirad X pode agilizar medidas de fiscalização mais efetivas. Antes do Sirad X, o usual era analisar imagens de satélite que demoravam semanas para serem processadas - e dependiam do céu sem nuvens. “Estávamos trabalhando sempre com o fato consumado. Quando a fiscalização chegava na região, a madeira já tinha ido embora e não tinha rastro de nenhuma atividade. Nossa ação era sempre posterior ao dano”, conta.

O Instituto Kabu, juntamente com o ISA, a Associação Floresta Protegida e o Instituto Raoni, compõem a Rede de Monitoramento Territorial do Xingu. As organizações vêm participando de formações para consolidar o uso dessa nova ferramenta de monitoramento remoto em seus territórios de atuação: “O pé no chão é essencial”, afirma Doblas. Todos os dados detectados pelo Sirad X são validados com os parceiros locais, a interlocução com eles é de suma importância para qualificar os resultados e encaminhar denúncias para os órgãos responsáveis.

Carlos Ansarah, da Coordenação Geral de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Incra, já começou a usar a tecnologia no final do ano passado para monitorar invasões em assentamentos na região de Anapú (PA). “É uma ferramenta muito útil e valiosa”, elogiou. Os dados do Sirad X foram usados para pressionar por mais fiscalização na área.

A Bacia do Xingu, escopo do monitoramento do Sirad X, representa 12% da Amazônia Legal. O desafio, segundo Rodrigo Junqueira, coordenador do Programa Xingu do ISA, é expandir o trabalho para outras bacias: “Essa é a meta ideal, que tecnologias como essa possam ser utilizadas em toda a Amazônia. 12% ainda é pouco”.

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Explosão de garimpos na TI Kayapó

As denúncias de polígonos de desmatamento para garimpo ilegal no interior da Terra Indígena Kayapónão são novidade e vêm sendo acompanhadas de perto pelo Sirad X desde o início do ano. A rapidez da abertura dessas novas áreas, no entanto, preocupa os indígenas e parceiros que atuam na região: desde janeiro, foram detectados 132 polígonos no interior da TI - 66 apenas em abril.

A elevada cotação do ouro no mercado internacional sustenta essa atividade de forte risco e que implica enormes prejuízos ambientais. O leito dos rios que atravessam o noroeste do território possui altas concentrações de ouro, o que tem provocado repetidas ‘febres’ ao longo dos anos (a mais conhecida delas foi a que originou o garimpo ‘Maria Bonita’, nos anos 1980).

A chegada da estação seca, e a consequente queda no nível dos rios da região, permitirá a passagem de maquinário pesado para essas áreas, multiplicando a velocidade e a intensidade da expansão e o prejuízo provocado.

“É preciso que haja um esforço articulado, envolvendo as instituições estaduais responsáveis pela proteção destas áreas protegidas, organizações da sociedade civil e o Ministério Público, para que esse desafio possa ser adequadamente enfrentado.Os processos investigativos precisam ser mais céleres. É preciso investigar a cadeia do ouro, assim como de outros minerais, e penalizar os cabeças desses esquemas”, alerta Adriano Jerozolimski, da Associação Floresta Protegida.

Em 2017, a Agência Espacial Europeia (ESA) começou a adquirir e disponibilizar gratuitamente informações sobre a Amazônia brasileira usando o satélite Sentinel-1. Esse satélite transporta um sistema de radar orbital que permite ‘enxergar’ através das nuvens e gera imagens de alta qualidade. Métodos tradicionais de monitoramento utilizam um sensor passivo (sensor ótico Landsat e Modis), que detecta apenas o que reflete a luz do sol. Quando há barreiras (como as nuvens), não é possível detectar o desmatamento.

O Sirad consiste em uma série de algoritmos que processam as informações do Satélite Sentinel-1. Ele opera em uma plataforma chamada Google Earth Engine (GEE), que processa rapidamente grandes quantidades de informação. A equipe de analistas do ISA examina cada local da bacia procurando visualmente por anomalias nas imagens produzidas.

Cada polígono de desmatamento é avaliado em função da sua proximidade com outros focos de degradação e com o histórico da região, e, caso necessário, são contatadas pessoas que conhecem o local para confirmar o desmatamento. O conhecimento de campo é fundamental para a validação dos dados. Após a coleta dos dados, a equipe realiza verificação em campo.

Programa Xingu quer contribuir com o ordenamento socioambiental da Bacia do Rio Xingu, considerando a expressiva diversidade socioambiental que a caracteriza e a importância do corredor de áreas protegidas de 28 milhões de ha que inclui Terras Indígenas e Unidades de Conservação, ao longo do Rio Xingu. Articulando parcerias e promovendo diálogos intersetoriais, o Programa desenvolve projetos voltados à proteção e sustentabilidade dos 26 povos indígenas e das populações ribeirinhas que habitam a região, à viabilização da agricultura familiar, à adequação ambiental da produção agropecuária e à proteção dos recursos hídricos.

Imagem Ilustrativa

Vivemos em uma era na qual estamos cada vez mais conectados de forma virtual. Mas um estudo realizado pelas universidades de Haifa e Colorado destacou a importância do contato humano. De acordo com os resultados desta pesquisa, um gesto tão simples quanto agarrar a mão do amado, pode ter efeitos analgésicos.

Os pesquisadores realizaram um experimento para estudar um fenômeno conhecido como sincronização interpessoal, pelo qual os membros que formam um casal romântico se tornaram um tipo de espelho mútuo que eles devem imitar e como essa situação pode se manifestar sob a forma de sintomas biológicos.

32 casais com um relacionamento estável participaram dos testes, e observou-se que, quando os membros estavam juntos, seus ritmos respiratórios e cardíacos começaram a se sincronizar. E essa sincronia aumentou quando eles abraçaram ou deitaram.

Mas quando um deles causou uma sensação dolorosa no braço, essa sincronia começou a mudar. E só foi restaurado, quando seu parceiro agarrou sua mão. Um ato que também causou a sensação de alívio. Claro, isso pode ser influenciado por muitos fatores psicológicos, mas também pelo fato de que quando tocamos a pessoa amada, os créditos de recompensa do cérebro são ativados.

Foto: Edson Endrigo

O registro de uma onça-pintada de porte adulto foi feito pelo fotógrafo Edson Endrigo, em uma região de mata, nas proximidades de uma pousada, em Jacareacanga (PA), localizada a cerca de 60 quilômetros da cidade de Alta Floresta, na última sexta-feira. O animal estava e cima do tronco de uma árvore e surpreendeu o profissional. “Fui fotografar passarinho, mas acabei fotografando esta belezura”, disse através da sua página na rede social.

Na mesma região, uma das câmeras do projeto Associação Onçafari flagrou uma onça de porte adulto, afiando as garras em um tronco de árvore. A captura foi feita com auxílio de armadilhas fotográficas. As câmeras são capazes de detectar qualquer movimento. Assim, elas tiram fotos ou filmam os animais. Com esses dados é possível identificar onças pintadas e suas presas nas áreas de atuação do projeto.

A Onçafari foi criada para promover a conservação do meio ambiente, e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região que está inserida, por meio do ecoturismo e de estudos científicos. Dessa forma, os biólogos e pesquisadores conseguem conhecer como é dinâmica dos animais da região.

Imagem IlustrativaA previsão dos meteorologistas para o mês de maio é queda no volume de chuvas e, consequentemente, na umidade relativa do ar. A baixa umidade relativa do ar pode ocasionar problemas respiratórios, como sinusite e crises de asma.

De acordo com a Defesa Civil, entre os meses de dezembro de 2017 e fevereiro de 2018, choveu mais de 460 milímetros. No mês de maio, a umidade relativa do ar deve reduzir, no entanto, deve haver a formação de frentes frias.

O período de estiagem tem ocasionado problemas nas lavouras do estado de Mato Grosso, segundo o produtor rural, Laércio Lenz. "Tem lugares que não chove há três semanas e isso vai ocasionar uma queda na colheita das lavouras", disse.

O tempo seco, a baixa umidade do ar e a poeira geram problemas respiratórios, como a laringite, sinusite, pneumonia e crises de asma. A recomendação é a hidratação constante, a umidificação do ambiente e o uso recorrente de soluções salinas fisiológicas.

A temperatura mínima são de 22° C e a máxima de 36° C entre os dias 4 até 6 de maio. A umidade relativa do ar para o final de semana deve variar entre 35% e 80%.