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O Brasil deve se tornar o principal produtor mundial de soja, ultrapassando os Estados Unidos, de acordo com um relatório da Rede Global de Informações Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Durante a temporada 2019/2020, a previsão de área plantada de soja no Brasil é revisada em até 36,8 milhões de hectares. 

No entanto, o relatório disse que há muita incerteza quanto à demanda chinesa devido ao surto generalizado de febre suína africana (PSF), que reduziu o rebanho suíno da China e diminui suas necessidades alimentares. "Além disso, os produtores estão seguindo profundamente a trégua comercial emergente entre os EUA e a China. Eles estão cientes de que um acordo comercial entre Washington e Pequim quase certamente diminuirá as exportações brasileiras e exercerá pressão descendente sobre os preços da soja no Brasil", indica o texto. 

Nesse cenário, o texto prevê que a safra de soja 2019/2020 do Brasil seja uma safra recorde de 123,5 milhões de toneladas em comparação com o recorde anterior na temporada 2017/2018 de 122 milhões de toneladas. Em comparação, a Estimativa Mundial da Oferta e Demanda Agrícola (WASDE), emitida pelo USDA, espera que a colheita de soja nos EUA seja inferior a 100 milhões de toneladas em 2019/2020, uma queda de 20% em relação à temporada anterior. 

O mau tempo afetou negativamente a safra de soja dos EUA, tanto na área plantada quanto na produtividade. No ano de 2019-2020, o Brasil prevê exportar 75 milhões de toneladas de soja, mas o relatório espera uma redução na demanda da China devido ao surto de ASF e um possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. 

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Na quarta-feira (15.01), acontece um dos maiores eventos agropecuários do país, Dinetec 2020. A abertura oficial do evento é as 10h15, mas, os portões serão abertos para visitação já a partir das 07h30.

No último dia de Dinetec, sexta-feira (17), pontualmente às 12h30, acontecerá a abertura oficial da safra de soja do Vale do Araguaia. Neste ano o Dinetec vem com o lema: “A revolução tecnológica do agronegócio”.

Ainda no primeiro dia de evento, acontecerá às 10h30 a palestra “Lei Kandir e o impacto no Agro”, com Leonardo Amaral, advogado e consultor tributarista. No mesmo horário, porém, no segundo dia de evento, acontece a palestra: “As informações preparatórias para o agro digital”, com Ronaldo de Oliveira Martins, Saci Soluções.

No último dia de evento a palestra será: “Seja protagonista da sua HISTÓRIA!”, no mesmo horário das outras palestras, com Lucilei Carvalho, Fundadora da Legado RH Consultoria e Mentoring.

A ideia da realização do Dia de Negócios e Tecnologias – DINETEC surgiu em 2015, com o intuito geral de reunir em um só local, o maior número de empresas voltadas ao ramo agrícola. O principal objetivo do evento é de fortalecimento da classe produtora, a fim de fomentar o desenvolvimento agrícola, proporcionar o contato entre as empresas e clientes, prospectar e findar negócios, de modo a aquecer a economia de Canarana e toda a região.

O evento é palco das maiores inovações e o que há de mais tecnológico no mercado.

Todas as informações sobre o evento podem ser consultadas no site da feira www.dinetec.com.br

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Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso acompanha o caso de ferrugem asiática detectado no município de Tangará da Serra (distante 241 quilômetros ao oeste do Estado), na região conhecida como Chapadão do Rio Verde.  Diretor administrativo da entidade, Lucas Costa Beber, afirmou que a equipe técnica da Aprosoja irá acompanhar pessoalmente a ocorrência e tranquilizou os produtores rurais.

 “Como foi verificado a incidência do primeiro foco de ferrugem no Estado, a Aprosoja vai acompanhar se terá evolução. Nessa semana vamos visitar o local e lavouras vizinhas pra ver se teve um aumento e proliferação dos esporos da ferrugem asiática. Porém essa incidência ainda não é motivo para o produtor se preocupe e faça inúmeras aplicações na lavoura”, pontuou Beber, que é produtor em Nova Mutum (longe 242 km ao médio norte de Mato Grosso).

 O diretor da Aprosoja-MT também orienta os produtores de soja para “fazer o dever de casa e estar sempre atento, monitorando a lavoura e alerta para que na entrada do período reprodutivo já deve fazer a primeira aplicação de fungicida preventiva”.

 Segundo Lucas Costa Beber, vale ressaltar que o produtor tem inúmeras maneiras de prevenção da doença, a prevenção química, por exemplo, que é atualmente a mais utilizada nas lavouras. “É fato que nenhum fungicida isolado tem controle muito bom, o importante é que tenham combinação de princípios ativos. Os principais são as estrobilurinas e os triazóis, que são as primeiras gerações que controlam ferrugem, depois vieram as carboxamidas. Então o produtor tem que se preocupar com essa doença, mas hoje ela é fácil de tratar, como as doenças humanas no passado que antes matavam e hoje são prevenidas com vacinas, mesma coisa a ferrugem, oferece grande perigo, porém o produtor que faz a prevenção pode ficar despreocupado que dificilmente terá perdas na lavoura”, explicou o produtor.
 
Ainda conforme ele, o produtor deve optar por fungicidas que tenham pelo menos dois desses princípios ativos, de preferência os três combinados, que contribuirá para tendência de ter menor incidência e menor risco de focos de ferrugem. “Ainda temos o uso de protetores que são os mancozebes, os óxidos de cloreto de cobre e as morfolinas, fungicidas usados antigamente para potencializar os efeitos dos fungicidas usados comumente na lavoura. Então no período de chuvas e umidades, depois da primeira semana de janeiro, que a gente começa ouvir sobre os primeiros focos de ferrugem, que o produtor deve buscar usar bons fungicidas fazendo sempre de maneira preventiva”, disse.
 
Ferrugem asiática
 
Os efeitos da ferrugem asiática, dependendo do estágio, podem ser catastróficos. Por exemplo, se ela entrar antes do período reprodutivo, ainda no florescimento, ela vai fazer com que a planta aborte suas flores e não enche os grãos, as vagens ficam vazias e as perdas podem chegar até 100% da lavoura.

“Na safra 2004/2005, quando se intensificaram os focos de ferrugem, pois naquela época não havia o vazio sanitário, aí sim ocorreu uma forte pressão de ferrugem asiática, inclusive muitos produtores quebraram,”, exemplificou Lucas Costa Beber.

“Além do controle químico, temos o vazio sanitário que para os produtores do Estado e Aprosoja é sagrado, sem ele o plantio da soja teria sido inviabilizado por conta dos altos custos. E outra coisa que o produtor se atentou com o surgimento da ferrugem, foi o de optar por variedades mais precoces. Antigamente tínhamos materiais de até 145 dias. Hoje em dia é raro ver produtor que planta materiais com mais de 120 dias. A média dos materiais plantados são de 110 até 115 dias. Isso faz com que o produtor fuja desse período com maior propensão à ferrugem”, finalizou.

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O maior programa itinerante da pecuária de corte mato-grossense, o Acrimat em Ação, chega a sua 10ª edição, e nestes 10 anos alcançou uma audiência de 40 mil pessoas. Realizada pela Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), a ação busca levar informações técnicas de qualidade para produtores de todas as regiões do Estado, ao mesmo tempo em que coleta dados sobre a situação da produção de proteína vermelha.

Este ano, o programa começa a rodar o estado no dia 28 de fevereiro, pelo município de Pontes e Lacerda, e encerra suas atividades no dia 30 de maio, em Alta Floresta.

O presidente da Acrimat, Oswaldo Ribeiro, reforça a natureza do programa. “Nosso objetivo é oferecer conhecimento técnico sobre assuntos pertinentes à pecuária de corte; fomentar discussões que estimulem o desenvolvimento da pecuária; promover uma maior integração entre os produtores e captar as necessidades específicas de cada região”.

O público-alvo é formado por pecuaristas de pequeno, médio e grande porte; além de lideranças empresariais do agronegócio.

Nesta primeira década, palestras sobre manejo sanitário, perspectivas dos negócios da pecuária e sucessão familiar na propriedade rural (2011 e 2012); uso de medicamentos veterinários e seu impacto no mercado de carnes internacional e produção de carnes no Brasil (2013); a intensificação racional da produção de bovinos de corte e (2016) e agregação de valor à pecuária de corte (2018) formaram o ambiente de conhecimento promovido pela Acrimat junto a pecuaristas de todas as regiões do estado.

Dentre os municípios visitados, Poconé, Cáceres, São José dos Quatro Marcos, Porto Esperidião, Pontes e Lacerda, Vila Rica, Confresa, Ribeirão Cascalheira, Cocalinho, Água Boa, Barra do Garças, Paranatinga, Rondonópolis, Aripuanã, Juruena, Marcelândia, Sinop, Alta Floresta, Nova Monte Verde e São José do Rio Claro são apenas alguns deles.

Acrimat em Ação

A Acrimat representa o setor que detém o maior rebanho bovino do Brasil: são mais de 30 milhões de cabeças. Mato Grosso é ainda o maior produtor de carne, com 1,28 milhões de toneladas. Nesse contexto, a Acrimat promove o evento com o formato de circuito com palestras que levam ao debate, conhecimento, troca de informações com temas de relevância à bovinocultura de corte.

Ao longo de três meses, a equipe técnica da Acrimat também faz o trabalho de levantamento e coleta de dados, captando as necessidades específicas de cada região visitada.

Para esta edição, a expectativa é de que as palestras sejam assistidas por mais de 5 mil pessoas.

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Os produtores rurais que tiveram as Autorizações Provisória de Funcionamento (APF) emitidas em data anterior a 17 de outubro de 2019 devem emitir novo documento junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O serviço é gratuito e os títulos emitidos a partir da nova metodologia, definida por meio do Decreto no. 262/2019, terão validade até 31 de dezembro de 2020.  

A renovação deve ser feita uma vez que o decreto determinou que as APFs emitidas antes da data de 17 de dezembro de 2019 tiveram validade expirada em 31 de dezembro de 2019.

Pela nova metodologia, os títulos autorizativos serão emitidos automaticamente para as áreas que incidirem sobre a base de Referência de Uso Consolidado, na escala 1:25 000, homologada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) nos termos da Lei nº 12.651/2012.

Para emissão do documento, serão excluídas as massas d’água, a Área de Preservação Permanente (APP) e a Área de Vegetação Nativa (AVN) declaradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O novo sistema também fará a emissão automática da APF sobre polígono desmatado após 22 de julho de 2008 com autorização do órgão ambiental competente.

Já para as áreas que incidirem sobre os desmatamentos ocorridos após 22 de julho de 2008 sem anuência do órgão ambiental, o uso alternativo do solo da área será permitido após a validação das informações no Cadastro Ambiental Rural (CAR), caso seja confirmada a inexistência de passivo de reserva legal.

Os imóveis que constarem com pendência de regularização de reserva legal terão o uso alternativo do solo autorizado após a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e assinatura do respectivo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). As áreas nesta situação devem indicar na APF a solicitação para priorização de análise do CAR, nos termos do Art. 20, § 3º do Decreto Estadual nº 1.031/2017.

Como emitir a APF

Para emitir a APF, o interessado deve acessar o sistema por meio do site da Sema (ww.sema.mt.gov.br) com o Certificado Digital (Token) do produtor ou responsável legal e inscrição do imóvel rural no Simcar. O solicitante deverá preencher o requerimento padrão da APF e assinar eletronicamente o Termo de Compromisso Ambiental (TCA) se comprometendo com a regularização de áreas que forem indicados com passivos ambientais na validação do CAR.

APF

A Autorização Provisória de Funcionamento (APF) foi instituída para permitir que os produtores ou possuidores de imóveis rurais continuem com suas atividades no período em que a Sema faz adequações na Licença Ambiental Única (LAU) para atender as mudanças do novo Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012).