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Foto: DivulgaçãoFoto: DivulgaçãoA secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, recebeu, na tarde desta quarta-feira (06.02), representantes da etnia Xavante para discutir assuntos referentes à educação escolar indígena de unidades dos municípios de Paranatinga, Campinápolis, Barra do Garças  e General Carneiro.

Entre os assuntos tratados estavam a formação continuada para professores, reforma e ampliação de escolas, prestação de contas, além da solicitação para implantação do Núcleo de Educação Escolar Indígena Xavante.

Conforme explicou a secretária, a Secretaria de Educação (Seduc) quer fortalecer a discussão sobre a política educacional indígena. “Vamos formar uma comissão, com representações de vários segmentos ligados à educação indígena, incluindo os conselhos de educação, para discutir as especificidades da educação indígena, incluindo a cultura e os costumes de cada etnia. Nosso objetivo é fazer com que as políticas sejam discutidas com quem está no chão da escola e que vivencia essa realidade no dia a dia”.

O presidente do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena, Filadelfo de Oliveira Neto, disse estar confiante de que nos próximos quatro anos a educação indígena na rede estadual de Mato Grosso avance muito. “Saímos muito satisfeito dessa reunião, principalmente por a secretária nos receber e ouvir os anseios do povo indígena do Estado”.

O professor Xisto Xavante, da Escola Estadual Indígena Hambe, localizada no município de General Carneiro, falou da importância da implantação do núcleo escolar xavante para a comunidade escolar indígena. “Mato Grosso tem muitas etnias, sendo a Xavante uma das maiores. Não queremos ser tratados como se fossemos um povo só, pois cada povo tem sua cultura. Queremos que as políticas públicas para a educação sejam construídas levando isso em consideração”. 

Para a diretora da Escola Aldeiona, professora Marcelina Xavante, a participação dela nas discussões sobre políticas educacionais é um avanço muito grande para as mulheres da aldeia, pois na etnia elas são submissas aos homens e raramente participam dessas discussões.

Também participaram da reunião representantes das escolas indígenas dos municípios de Campinápolis, Aldeiona, Wa’Omora, Rãi’Rãte, Estrela, Xavante, Luz Rudzane’Edi Orebwe, David Ai’Rero, Constantino Tsererowêe Butse Wawe e de Paranatinga, Paihitwara; o cacique Pedro, da Aldeia Uirapuru; a assessora pedagógica de Campinápolis Mírian de Fátima; a representante do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público do Estado de Mato Grosso (Sintep) Guelda Oliveira; os secretários adjuntos  Executivo, Alan Porto, de Gestão Educacional, Rosa Maria Luzardo, de Administração Sistêmica, Ane Cristina dos Santos, além de técnicos da Seduc.

Educação Escolar Indígena

A rede estadual conta com 71 escolas indígenas distribuídas em todas as regiões do Estado, atendendo 11.600 alunos em todas as fases da educação básica.

A Educação Escolar Indígena é voltada às escolas localizadas em terras habitadas pelas comunidades indígenas, com a garantia do atendimento de ser diferenciada, específica, intercultural e de acordo com a realidade sociolinguística de cada povo.