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Foto: ReproduçãoFoto: ReproduçãoEm Nova Xavantina, região leste de Mato Grosso, o excesso de chuva contrariou as previsões e mudou o cenário de estiagem, muito comum nos anos anteriores. Com isso, o plantio da soja ficou mais acelerado e a perspectiva é que a colheita da soja comece ainda no fim de janeiro, fato inédito na história do município.
Neste ano, o município recebeu uma chuva atípica, com bons volumes e durante dias seguidos e isso foi comemorado pelos produtores de soja da região. Nas últimas safras, o município registrou estiagem nesta época do ano. Agora, com a boa umidade no solo, os produtores conseguiram antecipar o plantio da soja em cerca de 15 dias.
“Estamos com quase 60% da área plantada e as lavouras estão em condições muito boas. Não temos nenhuma praga se destacando, ou afetando a produtividade até o momento, Então a expectativa e o ânimo do produtor estão muito bons, tomara que continue e isso sirva para a gente colher uma grande safra lá na frente”, diz presidente do Sindicato Rural de Nova Xavantina, Endrigo Dalcin.
O produtor José Almiro Miller iniciou o plantio bem mais cedo esse ano. Hoje, 70% da área já está plantada. Cenário bem diferente das últimas três safras. “Esse início de plantio foi bem diferente. Estou fazendo a 19ª safra aqui no estado, em Nova Xavantina, e nem desses anos anteriores foi tão bom de chuvas no início de plantio. Nunca iniciei tão cedo os trabalhos”, diz.
Estimulado pelo alto investimento em tecnologia, a expectativa do agricultor é produzir em média 60 sacas por hectare. Mas a crise hídrica enfrentada pelas lavouras nas últimas safras, acaba contendo o otimismo, mesmo com quase 500 milímetros acumulados.
“Precisamos de luz do sol, mas também precisamos de umidade. Podemos botar todos os nutrientes para fertilidade no solo e essas coisas de última tecnologia, mas se não tiver chuvas e umidade, não dá para produzir”, conta Miller.
Em Nova Xavantina, as lavouras de soja devem ocupar 65 mil hectares nesta safra, de acordo com o Sindicato Rural. Dalcin visitou a fazenda do “Sr José” e também a de outros agricultores do município e ficou bastante animado com o desempenho das lavouras.
“O custo vai ser bem maior, por isso precisamos de produtividade para transpor esse custo elevado. Acho que vai dar certo, o ano está diferente e 2019 irá começar com pé direito. Já teremos colheita janeiro aqui, isso dificilmente acontece”, diz Dalcin.